segunda-feira, 2 de março de 2015
África do Sul reabre mercado para importação de carne bovina e suína do Brasil
As autoridades sanitárias da África do Sul decidiram reabrir o mercado para
exportações brasileiras de carne bovina desossada e de carne
suína in natura para processamento. O país havia embargado a entrada desses produtos em 2005, pela
ocorrência de febre aftosa e em 2012, em virtude de um caso atípico de encefalopatia
espongiforme bovina (EEB) no Brasil. As negociações buscando a reabertura foram coordenadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), além da Embaixada do Brasil em
Pretória. As tratativas ganharam
impulso com a designação de Adido Agrícola, para representar os
interesses do agronegócio brasileiro naquele país em 2010. A atividade
do Adido Agrícola foi beneficiada pelo trabalho da Missão do Brasil
junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) e pela atuação do Adido Agrícola brasileiro em Genebra. A decisão é importante para os interesses dos exportadores brasileiros
de carnes, e confirma a eficácia dos controles sanitários nacionais e a
qualidade e a sanidade do produto brasileiro, já reconhecida por outros
parceiros comerciais. Com a abertura do mercado sul-africano para esses
produtos, o Mapa espera que o Brasil consiga exportar US$ 7 milhões
anuais em carne suína e US$ 12 milhões em carne bovina. A abertura desse
mercado é considerada uma importante oportunidade para diversificar os
destinos dos produtos em questão, em especial para a carne suína, setor
em que as exportações brasileiras são concentradas em poucos mercados.
Além disso, o acesso ao mercado da África do Sul pode levar à abertura
de mercados em outros países do continente como, por exemplo, o dos
membros da União Aduaneira Sul Africana (SACU).
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