A agência Standard & Poor's rebaixou novamente a nota de crédito
da Sete Brasil, principal parceira da Petrobras na exploração do
pré-sal. A nota da empresa passou de BB- para B- –ambas estão no
grau especulativo, ou seja, em que o risco de calote é considerado
maior. Em fevereiro, a S&P já havia rebaixado a nota da Sete Brasil.
Segundo a Standard & Poor's, a decisão é consequência das dificuldades da Sete de garantir financiamentos de longo prazo. "Os
bancos têm restringido financiamentos em função do maior escrutínio e
das condições mais restritivas para financiar fornecedores da Petrobras ,
tais como a Sete, tendo-se em vista as atuais investigações sobre
corrupção na Petrobras.
Preocupado com as consequências da Operação Lava Jato, o BNDES não quer mais
financiar diretamente a Sete Brasil e pretende repassar o risco da
operação para as instituições financeiras que já são credores da
companhia. Em vez de emprestar US$ 9 bilhões diretamente à Sete,
como prometeu quando o projeto foi criado, o BNDES agora pretende
transferir esses recursos aos bancos para que eles financiem a
companhia. Assim, se o empreendimento fracassar, a perda ficará com os
bancos.

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