O diretor comercial do Tecon Rio Grande, Thierry Rios, disse que o ano passado foi um período muito difícil devido à dificuldade que
o mercado de arroz do Rios Grande do Sul enfrentou (entrada do arroz
importado, queda no consumo, entre outros) e se trata do principal
segmento da cabotagem do estado. "Mesmo com estas dificuldades, o modal
conseguiu uma expansão de 4% em teus com o crescimento de outros
segmentos: petroquímico, móveis, bebidas, eletroeletrônico e duas
rodas”, afirmou ele.
Segundo o executivo para 2015, a perspectiva é uma retomada do
mercado arrozeiro. “Um dos motivos seria o aumento do dólar, que pode
acabar criando uma barreira para a importação do produto e, ao mesmo
tempo, acreditamos na manutenção e incremento dos clientes e mercados
que apostaram na cabotagem em 2014”, explicou Thierry. O diretor do terminal gaúcho destacou que há também um mercado que começou a ser
explorado em 2014 e que ainda tem muito a crescer, que é a cabotagem
para a carga de descida para o Rio Grande do Sul. “Precisamos divulgar
ao máximo para o mercado gaúcho que, atualmente, já é possível trazer
produto e matéria prima dos demais Estados do Brasil para o RS via
cabotagem e, assim, desenvolver ainda mais o modal”, argumentou.
Thierry observou que existe a consciência de que, neste momento de
crise e dificuldade que as empresas estão enfrentando, a cabotagem se
torna ainda mais atrativa, pois oferece ao cliente um meio seguro de
transporte e, ao mesmo tempo, garante uma redução significativa de custo
logístico para se manter ativo e competitivo no mercado. Ressaltou que por lá, o mercado é amplo e, além do arrozeiro, a
cabotagem no estado vem crescendo significativamente nos segmentos
petroquímico, moveleiro, bebidas, eletroeletrônico e duas rodas.

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