A CSAV (Compañia Sud Americana de Vapores)
anunciou que fechou o segundo trimestre de 2018 com perdas de US$ 10,7 milhões.
O prejuízo foi menor que o verificado em igual período do ano passado e seria
ainda mais baixo se a empresa não tivesse que absorver parte do déficit
contábil provocado pela fusão da sua controladora, a Hapag-Lloyd, com a UASC
(United Arab Shipping Company), conforme cláusula contratual.
A
transportadora esclareceu que o resultado do trimestre se deve principalmente
ao desempenho do negócio de porta-contêineres em conjunto com a Hapag Lloyd,
que foi positivo no perído. As perdas neste segmento para a companhia chilena
ficaram em apenas US$ 800 milhões, mesmo com as condições desafiadoras da
indústria de navegação, como custos operacionais maiores associados aos altos
preços dos combustíveis e o arrendamento de navios. Contribuiu também a lenta
recuperação das tarifas de frete.
A
CSAV informou em nota que a Hapag Lloyd é a única armadora global que até o
momento publicou um resultado operacional positivo. No segundo trimestre do
ano, a companhia alemã apresentou um EBIT de US$ 41 milhões, Mas, ainda,
considerando o EBTI por teu transportado, tem o melhor resultado da indústria
da navegação.
O
gerente geral da CSAV, Oscar Hasbún, destacou que o bom rendimento da Hapag
Lloyd em relação a seus competidores. “Ainda não estamos satisfeitos com o
resultado final do trimestre, mas o fato é que estamos juntos com uma das
empresas mais eficientes e competitivas do setor, conforme demonstra seu
esempenho comparativo”, avaliou.
“A indústria está mostrando sinais de recuperação que indicam que o
segundo semestre poderá ser positivo. Estamos confiantes que a integração com a
UASC nos deixa em uma posição sólida para seguir fortalecendo nossa liderança
no mercado”, previu o executivo. Ele acrescentou que a participação da empresa
alemã conseguiu até um pequeno crescimento no segundo trimestre.
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