O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Armando Monteiro, disse nesta quarta-feira (4) que o déficit em transações correntes
do Brasil deve cair cerca de US$ 40 bilhões em relação ao ano passado.
Ele destacou o papel da balança comercial na melhora das contas
externas.
"Vamos sair de um déficit de US$ 4 bilhões,
no ano passado, para um superávit de US$ 15 bilhões. O mais importante é
que a balança comercial dá uma contribuição para reduzir
substancialmente o déficit em transações correntes", afirmou.
As transações correntes são as compras e vendas de mercadorias e
serviços do Brasil com o resto do mundo. Várias operações influenciam
seu saldo, inclusive as exportações e importações computadas na balança
comercial. Na terça-feira (3), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio
divulgou que a balança acumulou superávit de US$ 12,244 bilhões até
outubro.
Segundo Armando Monteiro, isso sinaliza que é "perfeitamente
factível" que a balança comercial encerre 2015 com saldo positivo de US$
15 bilhões. O ministro negou que se trate de um superávit baseado exclusivamente na queda de importações.
"Embora muitos estejam fazendo essa leitura, queria assinalar que o
Brasil foi um dos poucos países a registrar aumento no quantum
exportado, ou seja, no volume físico. Houve um aumento de quase 10%, o
que é significativo. Se tivéssemos, este ano, os preços de commodities
(produtos básicos com cotação internacional) que tivemos no ano passado,
nosso superávit teria alcançado mais de US$ 30 bilhões", acrescentou.
Alguns especialistas sustentam
que a balança terá superávit este ano porque as importações estão caindo
mais que as exportações. Em função do fenômeno de queda dos preços de commodities, os
valores exportados pelo Brasil de produtos como minério de ferro, soja,
petróleo bruto, carne de frango e café têm caído, apesar da elevação da
quantidade vendida.

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