O prefeito de Charqueadas (RS), Davi Gilmar de Souza, falou nesta terça-feira, sobre a situação crítica do município desde que a Petrobras, ainda presidida por Graça Foster, decidiu romper o contrato com a Iesa, que envolvia a construção de 24 módulos para as plataformas P-66, P-67, P-68, P-69, P-70 e P-71, no valor total de US$ 720 milhões.
A decisão que transferiu a produção para outros centros, principalmente para a China, mudou completamente o cenário econômico da pequena cidade da região metropolitana de Porto Alegre e vai completar um ano no próximo dia 18 de novembro.
“Quando alguma empresa chegava aqui na cidade com um
contrato com a Petrobras, eu estendia um tapete vermelho. Hoje, se alguém
aparecer aqui com um contrato desses, não sei se será bem recebido”, desabafou Souza.
Segundo ele, Charqueadas passou por uma experiência que causou uma situação de
calamidade pública no final de 2014. Para o prefeito, o episódio também refletiu a imagem da maior empresa
do país junto à população. "O que dava orgulho, hoje envergonha", lamentou ele.
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