Um grupo de caminhoneiros bloqueou a única via de acesso ao Tecon Rio Grande, impedindo a chegada e saída de veículos para o escoamento de produtos. O presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), Heitor José Miller, pediu a liberação imediata do tráfego na região possibilitando "restabelecer o fluxo das importações e exportações gaúchas."
Segundo a Fiergs, existem 5,3 mil contêineres parados desde 28 de outubro. Miller informou que os principais setores afetados pelo movimento dos caminhoneiros, que reivindicam uma nova tabela de fretes, são tabaco, carnes, automotivo, metal-mecânico, alimentos, couro, calçados e cutelaria.
"Em plena época de crise, quando as empresas buscam saídas para evitar as demissões, agora são obrigadas a paralisar as linhas de produção porque suas matérias-primas estão impedidas de chegar às fábricas, ou suas vendas não conseguem sair do porto", criticou o presidente. O dirigente destacou que o movimento (dos caminhoneiros) "afronta o direito básico de ir e vir das transportadoras e causa enormes prejuízos financeiros e patrimoniais para as empresas.

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