O dólar se valorizou em relação à maioria das moedas nesta
segunda-feira (9), diante do declínio nos preços das commodities e com
investidores reduzindo as apostas negativas feitas na moeda dos EUA nos
últimos meses. A divisa também se beneficiou da queda do iene, provocada
por um comentário do ministro de Finanças do Japão.
O ministro de Finanças japonês, Taro Aso, disse que está "preparado
para intervir" no mercado de câmbio se o iene continuar avançando muito
mais em relação ao dólar, o que prejudica a competitividade das
exportações do país. Essa foi a primeira vez que Aso referiu-se
diretamente à possibilidade de intervenção cambial, uma hipótese que é
cada vez mais vista entre economias desenvolvidas como uma manipulação
indesejável.
Analistas do BNP Paribas afirmaram em nota a clientes que o dólar
também foi ajudado por comentários recentes de dirigentes do Federal
Reserve (Fed). Nos últimos meses os investidores apostaram na queda da
moeda em razão da expectativa de que os juros básicos nos EUA não serão
elevados novamente em breve. No entanto, mais recentemente dirigentes do
banco central destacaram que o mercado estava minimizando demais as
chances de uma alta nos juros.
Com relação a moedas de países emergentes e exportadores de
commodities, o dólar avançou após dados desanimadores sobre exportações e
importações da China - o maior consumidor de metais industriais e o
segundo maior consumidor de petróleo no mundo. Tanto o cobre quanto o
petróleo terminaram a sessão em queda.
No fim da tarde em Nova Iorque, o dólar subia para 108,42 ienes, de
107,12 ienes no fim da tarde de sexta-feira, e o euro caía para US$
1,1385, de US$ 1,1407. Com relação ao peso mexicano, o dólar alcançou o
nível mais alto desde o fim de fevereiro e, no fim da tarde, era cotado a
18,1875 pesos.
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