O Sindmar (Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante), que
representa cerca de 2,2 mil profissionais tripulantes dos 52 navios da
Transpetro, decretou, em assembleia geral
que entrarão em greve a partir do dia 14 de maio. Em
ata, os sindicalistas registraram ter realizado “uma análise
conjuntural do momento em que vivemos” e, diante do “radicalismo das
empresas, em especial a Transpetro”, divulgaram as seguintes decisões:
Adesão à greve por parte de 71,5% dos 930 marítimos que se manifestaram
individualmente; limitação da paralisação à Transpetro, não se
estendendo a ação à Petrobras; e, por fim, manutenção a data da greve em
14 de maio, com o objetivo de não confrontar ou caracterizar vínculo
com outros movimentos, como a paralisação nacional programada pelas
Centrais Sindicais para o dia 10 de maio.
A decisão de não
estender a greve às atividades da estatal foi justificada pelo
sindicato pelo baixo contingente de funcionários empregados na estatal,
além do fato de que “a Petrobras utiliza seu peso institucional para
tentar sensibilizar os tribunais”. A entidade afirma também que busca
evitar o “esforço da empresa em confundir o movimento com a questão
política”.
Os
trabalhadores marítimos devem receber reposição salarial de 9,3%, porém
reivindicam também a manutenção de seus postos de trabalho. De acordo
com o Sindmar, a greve será "progressiva", reavaliada a cada três dias.
As ações programadas incluem restrição do fluxo de carga e descarga dos
navios, redução da velocidade dos navios e suspensão das operações
noturnas.
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