segunda-feira, 9 de maio de 2016

Sindmar anuncia que mais de 70% dos 2,2 mil tripulantes dos 52 navios da Transpetro vão entrar em greve a partir de 14 de maio

         O Sindmar (Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante), que representa cerca de 2,2 mil profissionais tripulantes dos 52 navios da Transpetro, decretou, em assembleia geral que entrarão em greve a partir do dia 14 de maio. Em ata, os sindicalistas registraram ter realizado “uma análise conjuntural do momento em que vivemos” e, diante do “radicalismo das empresas, em especial a Transpetro”, divulgaram as seguintes decisões:
         Adesão à greve por parte de 71,5% dos 930 marítimos que se manifestaram individualmente; limitação da paralisação à Transpetro, não se estendendo a ação à Petrobras; e, por fim, manutenção a data da greve em 14 de maio, com o objetivo de não confrontar ou caracterizar vínculo com outros movimentos, como a paralisação nacional programada pelas Centrais Sindicais para o dia 10 de maio.
         A decisão de não estender a greve às atividades da estatal foi justificada pelo sindicato pelo baixo contingente de funcionários empregados na estatal, além do fato de que “a Petrobras utiliza seu peso institucional para tentar sensibilizar os tribunais”. A entidade afirma também que busca evitar o “esforço da empresa em confundir o movimento com a questão política”.
       Os trabalhadores marítimos devem receber reposição salarial de 9,3%, porém reivindicam também a manutenção de seus postos de trabalho. De acordo com o Sindmar, a greve será "progressiva", reavaliada a cada três dias. As ações programadas incluem restrição do fluxo de carga e descarga dos navios, redução da velocidade dos navios e suspensão das operações noturnas.

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