A compra da OOCL pela Cosco Shipping foi aprovada
pelas autoridades antimonopólio chinesas um dia antes do limite previsto, que
era o dia 30 de junho. A consolidação do negócio foi confirmada pela agência
Tradewinds.
A
nova frota combinada da Cosco agora contará com cerca de 400 navios, com uma
capacidade anual de mais de 1,7 milhões de teus. Esse volume, segundo a agência
Alphaliner, permitirá ao armador chinês ultrapassar a francesa CMA CGM,
passando a ser a terceira maior armadora global de contêineres.
O impacto da fusão no transporte marítimo de
contêineres preocupa os analistas do segmento. Eles calculam que a participação
de mercado dos seis principais players marítimos terá um incremento de mais de
60%.
O receio generalizado é de que a partir desta
nova realidade possa ocorrer uma guerra comercial entre China e Estados Unidos.
Desta forma, a aprovação regulatória da fusão produziria conseqüências
negativas no valor das ações da OOCL. Além disso, a Cosco poderá enfrentar
multas caso não cumpra os prazos acordados na fusão.
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