A delegação de 41 empresários levados pela Agência Brasileira de
Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para rodadas de
negócios no Paraguai e na Bolívia, entre os dias 30 de maio e 03 de
junho, retornou ao Brasil com negócios realizados e boas perspectivas de
parcerias futuras. Foram negociados US$ 44 milhões nos dois países
durante 619 reuniões, das quais 583 com novos contatos. Desse total, US$
7,75 milhões foram contratos imediatos e US$ 36,2 a serem fechados nos
próximos 12 meses.
O grupo foi composto por micro, pequenas e médias empresas dos
setores de máquinas e equipamentos, casa e construção, alimentos e
bebidas, higiene e cosméticos. Todas elas com pouca ou nenhuma
experiência em exportação e participantes do Projeto Extensão Industrial
Exportadora (PEIEX).
É o caso da empresária Ana Paula Paschoalino
Freitas, da VP Máquinas Dobradeiras Termoplásticas, que
esteve presente às rodadas de negócios nos dois países e que nunca havia
participado de rodadas de negócios internacionais, nem mesmo exportado.
Ela terminou a missão celebrando a venda de duas unidades, uma em cada
país, e a volta para casa cheia de pedidos.
“Saio realizada em diversos
aspectos. Eliminei o receio da primeira missão internacional. Foi muito
interessante, um aprendizado. Volto para casa com um sonho realizado”,
celebrou.
Mas não foi só entre os brasileiros que a missão obteve sucesso. O
empresário paraguaio Dario Villar, do setor de distribuição de alimentos
industrializados, buscou produtos alimentícios, doces, guloseimas e
linha gourmet.
Ele considerou uma boa oportunidade para a troca de conhecimentos,
pesquisar o mercado e encontrar produtos novos e atrativos. “A qualidade
das reuniões estava ótima e os produtos bastante atrativos,
faremos negócios”, afirmou Villar.
O diretor de Negócios da Apex-Brasil, André Favero, esteve presente
na etapa do Paraguai. Destacou que o momento atual do país mostra
que quem se preparou para exportar alguns anos atrás, como os
empresários que integram a missão – capacitados pelo PEIEX, está
aproveitando um momento em que a moeda estrangeira está valorizada e
colhe frutos dessa decisão estratégica.
“Sempre sugerimos aos empresários não ficarem só no mercado interno porque eles se tornam mais
competitivos quando também atuam no mercado internacional. Esses
empresários seguiram a cartilha: se prepararam, estruturaram suas
empresas e agora já começam a exportar com sucesso. Isso é o que
queremos ver acontecer mais e mais”, avaliou.

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