A mineradora Vale conseguiu mais uma vitória na
disputa para não parar as atividades no Porto de Tubarão, pelo qual
exporta minério de ferro e pelotas. A 2ª Turma do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região revogou a decisão que determinava a paralisação das
operações da empresa no terminal. Desde janeiro, a operação da Vale
estava garantida por uma liminar.
Agora, a companhia conseguiu decisão no mérito contra o posicionamento
do juiz Marcus Vinícius Figueiredo de Oliveira Costa, da 1ª Vara Federal
Criminal de Vitória, que em 21 de janeiro mandou suspender a operação
da mineradora em Tubarão, em medida cautelar solicitada pela Polícia
Federal em investigação sobre supostos crimes ambientais praticados pela
empresa no porto.
A PF alega que as empresas que operam no complexo
portuário de Tubarão emitem poluentes atmosféricos e lançam sedimentos
no mar. A Vale conseguiu liminar para voltar a operar cinco dias depois.
O advogado Sergio Bermudes, que defende a Vale no caso, frisou que
“muitas vezes, o dano é maior que o perigo que se quer evitar” e lembrou
que o porto de Tubarão é porta de saída de grande parte da produção da
Vale e responde por parcela significativa das exportações do país, além
de gerar grande quantidade de empregos.
Bermudes ressaltou que, com a decisão de hoje, não há mais risco de
paralisação das atividades da Vale. Segundo advogado, o tribunal
sustentou que a possível paralisação das atividades da empresa no local
seria desproporcional. O TRF determinou ainda que seja concluída em até
60 dias uma perícia no local, de forma a atestar se há ou não efeitos
nocivos ao ambiente nas atividades do porto.
Votaram favoravelmente à Vale os desembargadores Simone Schreiber
(relatora) e Messod Azulay, enquanto o desembargador Ivan Athié foi
vencido na questão. Ainda cabe recurso ao Superior Tribunal de Justiça
(STJ).
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