segunda-feira, 6 de junho de 2016

Analistas avaliam que integração da TNT à FedEx está sendo mais difícil do que era esperado

       
             Especialistas da empresa especializada em análises do setor logístico Stifeel avaliaram que a integração da norte-americana de logística e serviço expresso de cargas FedEx com a holandesa TNT Express está sendo mais difícil do que era esperado.
         A aquisição da TNT foi oficialmente fechada há duas semanas e, na última quinta-feira, a FedEx já divulgou oficialmente ser a detentora de 98,45% das ações da companhia holandesa, abrindo o prazo determinado por estatuto para a compra das ações restantes no terceiro trimestre de 2016.
         Por ter uma parcela superior a 95% da TNT, a FedEx requisitou que a companhia holandesa excluísse suas ações da bolsa de valores Euronext Amsterdam. Os especialistas da Stifel afirmaram que, como resultado da negociação, o mercado de carga expressa, tanto o europeu quanto o global, consolida-se basicamente na mão de três principais players: DHL, FedEx e UPS.
         “Ainda é cedo para prever os custos da implementação ou as potenciais sinergias, porém ambas as empresas têm desenvolvido um plano para integração que agora poderá ser revelado, após a finalização da etapa de negociações", destacou a nota da companhia.
         A Stifel declarou, no entanto, que as integrações em maior escala deverão se mostrar “mais fáceis no planejamento do que na execução, uma vez que ainda há uma série de questões a serem resolvidas, como instalações, equipes, sistemas integração cultural”.
         "Ainda é cedo para prever os custos da implementação ou as potenciais sinergias, porém ambas as empresas têm desenvolvido um plano para integração que agora poderá ser revelado, após a finalização da etapa de negociações"Stifel, em declaração à American Shipper
         Devido às dificuldades enfrentadas pela TNT ao tentar se manter competitiva e lucrativa durante anos, com baixo investimento nos principais bens de capital, e a operação de uma rede híbrida ineficiente entre os serviços LTL e courier, a FedEx vai precisar investir significativamente em TI e infraestrutura para atingir as margens e os níveis de serviço almejados, ainda de acordo com a Stifel.
         A empresa espera que os acréscimos à lucratividade ainda sejam mínimos no ano fiscal de 2017, porém acredita que os valores devam aumentar com o passar do tempo se a FedEx conseguir melhorar a densidade da rede operacional e a eficiência das atividades.
         Stifel prevê um aumento de EPS (earnings per share) para 2017 e 2018, incluindo a receita anterior da TNT, deduzidos os encargos de reestruturação, além de uma carga tributária menor. “Assim que possível, a empresa deve publicar números preliminares, provavelmente no relatório previsto para 21 de junho”, declara a empresa.
         “Os benefícios da compra da TNT serão parcialmente ofuscados pelas estimativas reduzidas da FedEx Freight, devido à retração da indústria e a algumas falhas no sistema de preços, bem como pelas perspectivas não muito animadoras da FedEx Ground, que teve as margens de expansão reduzidas", calculou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário