domingo, 5 de junho de 2016

ABTP encaminha ao ministro dos Transportes reivindicações para aumentar eficiência do setor portuário

          A Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP) entregou ao ministro dos Transportes, Maurício Quintella, no final da semana passada, uma agenda com oito pontos a serem trabalhados em conjunto com as autoridades. O objetivo é viabilizar e atrair investimentos para o setor portuário e aumentar a eficiência e a competitividade dos terminais públicos e privados.
         Um dos pontos levantados é a redução da intervenção estatal. Segundo a entidade, é necessária uma regulação clara e estável, fundamentada na Constituição e que respeite os princípios da livre iniciativa e da concorrência.
         A ABTP  também reivindicou o desenvolvimento de uma governança na administração pública, para dar clareza em relação à competência de cada órgão que a integra. A medida evitaria a sobreposição de atribuições e as postergações dos processos decisórios, reduzindo a burocracia e dando transparência aos atos administrativos.
         A associação ainda solicita que as administrações portuárias sejam descentralizadas, com autonomias administrativa, operacional e financeira, e que sejam instalados conselhos de administração portuária nos moldes internacionais, com competência e poder de decisão sobre o desenvolvimento e o futuro dos portos.
         Outros pontos levantados pela entidade referem-se à estabilidade dos marcos regulatórios no longo prazo, de modo a estimular os investidores e não burocratizar o setor, no desenvolvimento da infraestrutura de acessos terrestres e marítimos, por meio de concessões ou outras modalidades, como PPPs, no respeito aos contratos, que devem ter prazos longos e critérios claros para a prorrogação e à liberdade de contratação, com priorização do vínculo empregatício.
          “Os portos são fundamentais e estratégicos para o Brasil neste momento”, disse, em nota, o diretor presidente da ABTP, Wilen Manteli. “Não precisamos de recursos públicos, mas de respeito aos princípios da Constituição Brasileira: livre iniciativa, livre concorrência, respeito à propriedade privada, segurança jurídica, respeito aos contratos e economia de mercado”, declarou.
         A ABTP reúne 82 empresas titulares de mais de 170 terminais portuários privados, arrendados e de instalações privadas, responsáveis por 70% da movimentação de cargas nos portos públicos e privados do Brasil.

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