Um decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (10)
aumenta de oito para 25 o número de adidos agrícolas brasileiros pelo mundo. A
medida vai reforçar o trabalho de abertura, manutenção e ampliação de mercados
para os produtos agrícolas nacionais. “É um passo importante para o Ministério
da Agricultura e para o agronegócio brasileiro”, disse a ministra Kátia Abreu,
durante entrevista coletiva, em Brasília.
Os adidos agrícolas representam o ministério nas embaixadas
brasileiras no exterior, com objetivo de colaborar para o crescimento e a
sustentabilidade da agropecuária. Segundo Kátia Abreu, esse é um profissional
que traz agilidade para a solução de problemas que possam interferir nos
negócios.
Se, por exemplo, um carregamento de matéria-prima para rações chega a
um país e não pode ser desembarcado por algum impedimento, o adido entra em
ação para resolver questão. “Teremos muito mais adidos para desembaraçar os
problemas das empresas nacionais, disse ela.”
O Brasil não tinha adidos agrícolas até 2008, quando um decreto
determinou a atuação de oito postos. Desde então, eles trabalham em Buenos
Aires (Argentina), Washington (Estados Unidos), Bruxelas (União Europeia),
Pequim (China), Moscou (Rússia), Pretória (África do Sul), Genebra (sede da
Organização Mundial do Comércio) e Tóquio (Japão). Agora, com o novo decreto,
haverá adidos também em países como China, Japão, Indonésia, Índia, Chile e
Arábia Saudita (veja quadro).
Segundo o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias
do Ministério da Agricultura, Odilson Silva, a escolha dos países levou em
conta os maiores importadores de alimentos do mundo, os principais compradores
dos produtos agrícolas brasileiros e os países com restrição aos
produtos.
Odilson disse que o mercado agrícola mundial movimenta U$ 1,17
trilhão por ano. Hoje, o Brasil participa com 7,04% (US$ 82,6 bilhões). “Nossa
meta é chegar a 10%”. O país já é o maior produtor e exportador mundial de
café, açúcar e suco de laranja; maior exportador de carne de frango e o segundo
maior produtor de soja.
Outra novidade do decreto é que cada adido poderá ter até cinco
auxiliares locais. Até então, o limite era de dois funcionários. O novo decreto
também determina que o adido seja servidor público federal, que ocupe cargo
efetivo no Ministério da Agricultura por pelo menos quatro anos. Os adidos vão passar por um processo seletivo do Ministério da
Agricultura e Ministério das Relações Exteriores.
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