terça-feira, 10 de maio de 2016

Dólar cai a R$ 3,50 com cenário político menos turvo e alta do petróleo

         O dólar abriu em queda e bateu uma sequência de mínimas na última meia hora desta terça-feira (10). O movimento foi uma reação ao noticiário político menos turvo que o de segunda-feira (9), e também ao exterior, onde o petróleo ganhou força.
         O cenário político ficou menos incerto depois da revogação por Waldir Maranhão (PP-MA) de seu próprio ato suspendendo as sessões que aprovaram o afastamento da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados e diante da firmeza de Renan Calheiros, presidente do Senado, que anunciou na segunda mesmo a votação dos senadores para a quarta-feira, 11.
         Às 9h43, o dólar à vista recuava 1,02% e era cotado a R$ 3,4878 em um dia sem previsão de leilão de swap cambial reverso pelo Banco Central. O dólar futuro (contrato para junho) caía 0,88% e marcava R$ 3,5090. Em Nova York (imagem da Bolsa de Valores) e em Londres, o petróleo segue em valorização. Na Nymex, o WTI subia 0,94% depois de oscilar mais cedo. Na ICE, o Brent avançava 1,90%.
         No exterior, a divisa norte-americana ganhou força em relação a algumas moedas fortes e emergentes, como o euro e a lira turca, e cai em comparação a pares como peso mexicano. O dólar também cresceu em valor em relação ao iene, após o ministro de Finanças do Japão, Taro Aso, afirmar que poderá intervir no câmbio se o iene mantiver a recente tendência de forte valorização.
         Na Europa, o prejuízo menor que o esperado do gigante do setor financeiro Credit Suisse ajudou no fôlego ao mercado de ações. Papéis do setor financeiro lideram a valorização da manhã em algumas bolsas, especialmente a de Zurique.
         Houve otimismo também com os dados sobre preços ao consumidor e ao atacado na China, o que amenizou as preocupações de queda acentuada na demanda doméstica naquele país. Em abril, a inflação anual ao consumidor subiu 2,3%, em linha com a previsão dos analistas. Ao mesmo tempo, a deflação no atacado desacelerou de -4,3% para -3,4% na comparação anual.

Nenhum comentário:

Postar um comentário