A aversão ao risco no mercado internacional derrubou as bolsas de
valores em todo o mundo e foi determinante para levar a Bovespa a fechar
em queda de 2,43% nesta terça-feira, 3, bos 52.260,18 pontos. O volume
de negócios totalizou R$ 6,80 bilhões, abaixo da média das últimas
semanas. A preocupação dos investidores com dados do balanço trimestral
do Itaú Unibanco derrubou as ações de todo o setor financeiro, o que
reforçou o ímpeto vendedor na Bolsa brasileira.
Uma nova onda de preocupações com o ritmo da economia global, em
especial a chinesa, voltou a aumentar a aversão ao risco, com os
investidores estrangeiros dando preferência a ativos considerados
seguros. O estopim para esse movimento foi o PMI industrial da China,
que teve a 14ª queda consecutiva, passando de 49,7 em março para 49,4 em
abril.
As commodities reagiram com baixa expressiva. O minério de ferro
teve queda de 4,1%, refletindo o temor da desaceleração industrial na
segunda maior economia do mundo. O petróleo recuou 2,52% na Nymex e
1,88% na ICE, influenciado pelo temor de persistência do excesso de
oferta em relação à demanda. Afetadas pelas quedas dessas commodities,
as ações da Vale perderam 6,09% (ON) e 6,53% (PNA), e as da Petrobras
recuaram 3,39% (ON) e 3,83% (PN).
As ações do Itaú Unibanco mergulharam em forte desvalorização e
contaminaram outros papéis do setor bancário. Itaú Unibanco PN, ação de
maior peso na composição do Ibovespa, terminou o dia em queda de 5,76%.
Além da queda de 9,58% no lucro do banco entre janeiro e março,
divulgado pela manhã, pesou nas ações o aumento de 31% das provisões
para créditos duvidosos. Diante do temor de maior risco de calotes no
sistema financeiro, também fecharam em baixa Banco do Brasil ON
(-5,15%), Bradesco PN (-2,09%) e Santander Unit (-1,42%).
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