As exportações brasileiras cresceram 6,1% em 2015 ante 2014. Os dados foram
divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
que anunciou nesta quinta-feira (3) os resultados das Contas Nacionais
Trimestrais.
No quarto trimestre de 2015, as vendas externas caíram 0,4% contra o
terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de 2014, as
exportações mostraram alta de 12,6%.
As importações contabilizadas no PIB, por sua vez, caíram 14,3% em
2015 ante 2014. No quarto trimestre de 2015, esse indicador caiu 5,9%
contra o terceiro trimestre. Na comparação com o quarto trimestre de
2014, as importações mostraram queda de 20,1%.
A contabilidade das exportações e importações no PIB é diferente da
realizada para a elaboração da balança comercial. No PIB, entram bens e
serviços, e as variações porcentuais divulgadas dizem respeito ao
volume. Já na balança comercial, entram somente bens, e o registro é
feito em valores, com grande influência dos preços.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caiu 14,1% em 2015 ante
2014. No quarto trimestre de 2015, a FBCF caiu 4,9% contra o terceiro
trimestre do ano. Na comparação com o quarto trimestre de 2014, a FBCF
mostrou queda de 18,5%. Segundo o instituto, a taxa de investimento
(FBCF/PIB) no dado fechado de 2015 ficou em 18,2%.
A FBCF é a operação do Contas Nacionais que registra a ampliação da
capacidade produtiva futura de uma economia por meio de investimentos
correntes em ativos fixos, ou seja, bens produzidos factíveis de
utilização repetida e contínua em outros processos produtivos por tempo
superior a um ano sem, no entanto, serem efetivamente consumidos pelos
mesmos.
O PIB da indústria de transformação encolheu 9,7% em 2015 ante
2014. Já o PIB da construção caiu 7,6% no período. Em ambos os casos,
trata-se do pior resultado da série atual do órgão, iniciada em 1996.
A produção e distribuição de eletricidade, gás e água, por sua vez,
cedeu 1,4% no ano passado ante 2014. No mesmo período, apenas a
indústria extrativa mineral teve desempenho positivo, com alta de 4,9%.
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