O Departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou tarifas
preliminares antidumping sobre importações de aço laminado a frio de
sete países, incluindo o Brasil e a China. O gigante asiático recebeu a maior tarifa de todos, 265,79%,
enquanto os produtos brasileiros foram taxados em 38,93%. Índia, Japão,
Coreia do Sul, Rússia e Reino Unido completam a lista.
As penalidades, anunciadas na terça-feira, começam a valer a partir
da semana que vem, mas serão confirmadas apenas em maio. A
justificativa foi a prática de dumping, ou a venda abaixo do custo com o
objetivo de ganhar participação no mercado. Autoridades chinesas negam
que isso tenha sido feito.
Embora a China seja apenas o sétimo maior exportador de aço para os
Estados Unidos, atrás do Canadá, Brazil, Rússia, México, Coreia do Sul e
Turquia, seus produtores foram os que mais receberam atenção, dada a
ameaça que representam à indústria norte-americana. Seus preços tendem a
ser de 20% a 50% menores do que o de qualquer outro país, dizem
operadores.
A produção chinesa também é enorme: no ano passado, o país exportou,
sozinho, 100,4 milhões de toneladas de aço, mais do que a produção de
qualquer outro país, à exceção do Japão.
A Casa Branca tem discutido a questão da produção chinesa para a
China, que tem prometido reduzir sua produção em até 150 milhões de
toneladas métricas num período de cinco anos. Nesta semana, o
primeiro-ministro Li Keqiang afirmou ao secretário do Tesouro
norte-americano, Jacob Lew, que Pequim pretende acelerar as reformas
econômicas no setor.
Representantes da indústria de aço, no entanto, afirmam que os
cortes anunciados são pequenos perto do total que o país produz, e que
as reformas não vão longe o suficiente.
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