quinta-feira, 3 de março de 2016

Estados Unidos adotam tarifas antidumping sobre importações de aço do Brasil, China e outros cinco países

         O Departamento do Comércio dos Estados Unidos anunciou tarifas preliminares antidumping sobre importações de aço laminado a frio de sete países, incluindo o Brasil e a China. O gigante asiático recebeu a maior tarifa de todos, 265,79%, enquanto os produtos brasileiros foram taxados em 38,93%. Índia, Japão, Coreia do Sul, Rússia e Reino Unido completam a lista.
         As penalidades, anunciadas na terça-feira, começam a valer a partir da semana que vem, mas serão confirmadas apenas em maio. A justificativa foi a prática de dumping, ou a venda abaixo do custo com o objetivo de ganhar participação no mercado. Autoridades chinesas negam que isso tenha sido feito.
         Embora a China seja apenas o sétimo maior exportador de aço para os Estados Unidos, atrás do Canadá, Brazil, Rússia, México, Coreia do Sul e Turquia, seus produtores foram os que mais receberam atenção, dada a ameaça que representam à indústria norte-americana. Seus preços tendem a ser de 20% a 50% menores do que o de qualquer outro país, dizem operadores.
         A produção  chinesa também é enorme: no ano passado, o país exportou, sozinho, 100,4 milhões de toneladas de aço, mais do que a produção de qualquer outro país, à exceção do Japão.
         A Casa Branca tem discutido a questão da produção chinesa para a China, que tem prometido reduzir sua produção em até 150 milhões de toneladas métricas num período de cinco anos. Nesta semana, o primeiro-ministro Li Keqiang afirmou ao secretário do Tesouro norte-americano, Jacob Lew, que Pequim pretende acelerar as reformas econômicas no setor.
         Representantes da indústria de aço, no entanto, afirmam que os cortes anunciados são pequenos perto do total que o país produz, e que as reformas não vão longe o suficiente.

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