O recém-inaugurado Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), também
conhecido como Banco dos Brics, pretende levantar cerca de US$ 1 bilhão
com a venda de títulos de longo prazo denominados em yuans, afirmou hoje
o presidente da instituição, o indiano Kundapur Vaman Kamath.
Segundo o dirigente, a emissão depende agora apenas da aprovação de
reguladores chineses, e determinará quando o NDB vai começar a fazer
empréstimos. O conselho do banco, formado por Brasil, Rússia, Índia,
China e África do Sul, começará a avaliar projetos a partir de abril,
quando uma reunião dos membros acontecerá.
Um dos possíveis candidatos para essa primeira fase é a construção
de uma usina hidrelétrica na Rússia, um projeto que atende os anseios de
da instituição de focar em energia renovável. O NBD também pode
realizar empréstimos à África do Sul em rands, a moeda local, para
evitar que uma exposição ao dólar prejudique a situação externa do país.
De acordo com membros do banco, os desembolsos podem chegar a US$ 2 bilhões este ano, e o triplo desta quantia em 2017. Para Kamath, o mercado de títulos chinês foi escolhido por
ser maior do que o dos outros países. Além disso, a instituição tem
nota triplo A na China, o que torna os empréstimos mais baratos. "Esperamos que, nos próximos seis a oito semanas, poderemos fazer nossa primeira emissão na China", disse.
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