sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Trabalhadores do Porto de Santos entram em greve e protestam contra demissões no Ecoporto


         Trabalhadores do Porto de Santos entraram em greve nesta quinta-feira (1º), e fizeram protestos pela manhã contra demissões feitas pela empresa EcoPorto, complexo portuário do grupo EcoRodovias. Aproximadamente 100 pessoas participaram das manifestações, convocadas pelo Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários e Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Settaport)
         A EcoPorto é responsável por cerca de 6% das movimentações de contêineres do complexo santista. O protesto, que chegou a bloquear o acesso ao Porto, durou até as 9h. Novas manifestações estão programadas para esta tarde em frente à Câmara dos vereadores aproximadamente. Os trabalhadores protestam contra demissões feitas pela empresa nesta semana.
         Segundo Francisco Nogueira, presidente do sindicato, foram cerca de 210 entre os dias 29 e 30 de setembro. Desde o começo do ano a companhia já demitiu 400 funcionários de seu quadro de 1.200, informou. O dirigente disse que havia boatos sobre onda de demissões programada para novembro. Para tentar revertê-las, o sindicato marcou assembleia geral para o dia 1º de outubro, a fim de buscar alternativas.
         O presidente do Settaport adiantou que os trabalhadores estão dispostos a fazer concessões para manter o emprego, inclusive aceitando discutir férias coletivas ou reduções de salários. Ele diz que 70% dos profissionais suspenderam as atividades nesta quinta-feira. O sindicato representa cerca de 12 mil trabalhadores que atuam no porto em atividades realizadas em terra.          Em nota, o Ecoporto Santos assegurou que suas atividades transcorrem normalmente, desde, aproximadamente, às 08h00 da manhã desta segunda-feira, sem impacto nas operações e sem haver, portanto, greve de funcionários.         O texto esclareceu que antes de decidir pelas demissões, a empresa avaliou todas as alternativas para evitá-las. Diante da redução de volume de atividades do terminal, porém, decidiu por redimensionar o quadro de funcionários de operação portuária. A nota acrescentou que a companhia acredita que o cenário atual é reversível e por isto envida esforços para superar essa fase.

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