O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou nesta quinta-feira que, diante da forte desvalorização do real, o MDIC trabalha com a hipótese de um
superávit de US$ 15 bilhões para a balança comercial brasileira este ano e uma estimativa de US$ 25 bilhões para 2016, também impulsionado
pelo câmbio.
"Já é possível imaginar esse patamar (US$ de 15
bilhões), o que é um resultado fantástico, já que no ano passado tivemos
um déficit de US$ 4,5 bilhões na balança", disse, em encontro na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Até setembro, de acordo com o MDIC, a balança acumula superávit de
US$ 10,246 bilhões.
Apesar de destacar que a disparada do dólar -
que classifica de "realinhamento" - dá ânimo aos exportadores, o
ministro admitiu que o alto endividamento em moeda estrangeira de boa
parte das empresas brasileiras preocupa, assim como a volatilidade
excessiva da moeda. "É o lado negativo do câmbio", ressalvou.
Segundo
Monteiro, o patamar cambial de R$ 4 é razoável, mas não deve se
sustentar por refletir o momento de instabilidade política e econômica. A
expectativa é que o câmbio se estabilize em um patamar capaz de
estimular ao setor exportador, considerado pelo ministro a saída diante
da crise econômica doméstica que levará o país a "um resultado muito
difícil no PIB industrial".
"O câmbio compensa algumas
desvantagens. É importante considerar que nos dá uma janela, mas não é a
solução de todos os problemas. Temos que enfrentar a agenda verdadeira:
melhorar logística, investir em infraestrutura, reduzir custos
sistêmicos e melhorar custo de capital", defendeu Monteiro.
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