quarta-feira, 2 de março de 2016

CSN reexamina possibilidade de fazer parceria ao invés de vender o Sepetiba Tecon


         A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) voltou a considerar a possibilidade de fazer uma parceria em vez de vender integralmente o Sepetiba Tecon, o terminal de contêineres arrendado que explora no porto de Itaguaí (RJ).
         Quando decidiu vender o terminal, em 2015, a parceria era uma opção, mas as propostas enviadas previam a aquisição total. Contudo, as negociações estão evoluindo agora para uma associação. "O negócio é muito bom", disse uma fonte a par do assunto. Procurada, a CSN não se manifestou.
           A ideia é se associar a uma empresa especializada em operação portuária, que ficaria responsável por tocar operacionalmente o ativo. Seis grupos estão no páreo, todos especializados na operação de terminais de contêineres. Até janeiro eram cinco concorrentes, mas a Wilson Sons teve a proposta reconsiderada e voltou à disputa.
         Os demais participantes são a PSA, de Cingapura, a chilena SAAM, a Terminal Link (ligada ao armador francês CMA CGM) e que está associada à gestora de ativos logísticos LOGZ, a Santos Brasil e a Multiterminais, conforme adiantado pelo Valor.
         Nesta semana os interessados devem finalizar as auditorias e na última semana de março a CSN deve receber as propostas vinculantes. A partir daí começa a negociação com as candidatas que apresentarem as melhores ofertas firmes. A previsão é que o processo esteja concluído até o fim do semestre.
         O Sepetiba Tecon foi avaliado entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,5 bilhão por uma empresa especializada contratada pela siderúrgica do empresário Benjamin Steinbruch, que acompanha de perto a venda. O terminal tem 400 mil metros quadrados de área e 810 metros de cais, com capacidade para movimentar 650 mil teus por ano. É considerado estratégico por não ter restrição de calado, o que faz dele um potencial "hub port", que concentra grandes linhas de navegação.
         A venda faz parte de um esforço da CSN para reduzir sua dívida líquida, que encerrou o terceiro trimestre de 2015 - último balanço disponível - em R$ 23,4 bilhões. A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), subiu para 6,6 vezes, ante 3,2 vezes na mesma base de 2014. Além do Tecon, a CSN colocou à venda fatias em duas hidrelétricas, a participação de 17% no capital total da Usiminas e as ações excedentes da ferrovia MRS Logística.

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