O Tribunal de Contas da União (TCU)
autorizou nesta quinta-feira (30) a alteração do critério de julgamento das concessões da fase 1
do primeiro bloco do programa de arrendamentos em portos públicos para
maior valor de outorga, abandonando o critério de maior capacidade de
movimentação. A decisão atendeu
ao pleito do governo, que já utilizaria esta regra para os demais
blocos a serem licitados. A Secretaria de Portos (SEP) informou que
lançará em breve os editais para o leilão de arrendamento das oito
áreas, que poderá ocorrer ainda em 2015.
O escopo da atual rodada
de licitações, denominada fase 1, abrange apenas oito dos 29 terminais
previstos no primeiro bloco de concessões portuárias. "Só nesta primeira
etapa atrairemos investimentos privados da ordem de R$ 2,1 bilhões”,
afirmou o ministro da Secretaria de Portos (SEP), Edinho Araújo, que
acompanhou a sessão do TCU.
Em Santos, as áreas a serem licitadas
nesta primeira etapa ficam no Macuco e Paquetá (carga geral, celulose),
e na Ponta da Praia (grãos). No Pará, em Barcarena, Belém e Santarém.
Elas foram selecionadas no primeiro lote por serem áreas sem litígio e,
consequentemente, de maior interesse para a iniciativa privada. No Pará,
participarão do certame projetos de três novos terminais destinados ao
escoamento da produção de grãos. No porto de Santos, serão licitados um
terminal de grãos e dois de celulose. As empresas vencedoras terão
direito a explorar os terminais pelo prazo de 25 anos.
Os
estudos para concessões de áreas em portos públicos ficaram no TCU de
agosto de 2013 a maio de 2015, quando foram liberados para licitação
pela modalidade de menor tarifa e maior movimentação de carga. Em junho,
por meio de decreto, a União passou a considerar a outorga onerosa como
critério de concessão. Diante disso, o tema retornou ao TCU para uma
nova análise. A licitação pela modalidade de outorgas permitirá ao
governo federal arrecadar entre R$ 800 mil e R$ 1 bilhão.
Inicialmente,
o bloco 1 consistia na licitação de 10 lotes, num total de 29 áreas,
sendo nove no porto de Santos, sob administração da Companhia Docas do
Estado de São Paulo (Codesp), e 20 nos portos administrados pela
Companhia Docas do Pará (CDP): Belém (5), Santarém (4) e Vila do Conde
(7), além dos Terminais de Outeiro (3) e Miramar (1).
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