terça-feira, 12 de julho de 2016

Dragagem emergencial do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes não tem data para começar


           O canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, assoreado pelas cheias do Rio Itajaí-Açu, nove meses depois, ainda aguarda a dragagem, que deveria ser realizada em caráter emergencial. Nenhuma empresa se candidatou na licitação aberta pelo governo federal em junho para executar o serviço, avaliado em R$ 65 milhões. Desta forma, a obra não tem data para começar.
          O nó da questão é que a Secretaria Especial de Portos (SEP) foi incorporada ao Ministério dos Transportes pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) e, até agora, não tem ninguém no comando. Com isso, as tratativas para relançar o edital têm esbarrado nas mudanças de configuração em Brasília.
          A licitação deserta, ressaltam executivos do segmento, seria um indício da insegurança de empresas internacionais que chegaram a consultar oficialmente o edital, em fechar contratos com o governo federal, em virtude do atual cenário de instabilidade.
         O assoreamento fez com que o canal perdesse cerca de 2 metros de profundidade, e o cálculo indica que a será necessário retirar do fundo do Itajaí-Açu 3,7 milhões de metros cúbicos de resíduos_ algo que a dragagem de rotina não é capaz de absorver.
         Com o canal assoreado, há restrições de calado para os navios que aportam nos terminais locais, o que interfere, inclusive, na logística dos armadores - os navios têm limitação no volume de cargas para que não se aproximem demais do fundo do Itajaí-açu.
         Além disso, a autoridade portuária ganhou mais uma dor de cabeça na última semana: a draga que faz o serviço de rotina em Itajaí está temporariamente parada por um problema técnico.

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