O dólar abriu em alta nesta
segunda-feira (11) impulsionado pela volta dos leilões de swap cambial
reverso pelo Banco Central. Depois de uma "parada técnica" na
sexta-feira, a direção da autarquia programou para esta segunda-feira o
sexto leilão dentro do padrão que já era observado pelos agentes
econômicos.
Entre 9h30min e 9h40min, oferece 10 mil contratos num total
de US$ 500 milhões.
Às 9h25min, o dólar à vista no balcão subia 0,66%, a R$ 3,3185. No
mercado futuro, o dólar para agosto avançava 0,63%, a R$ 3,3390.
No Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo BC, foi
novamente observada uma forte redução nas projeções do dólar. O câmbio
para fim de 2016 caiu de R$ 3,46 no relatório da semana passada para R$
3,40. Para fim de 2017, recuou de R$ 3,70 para R$ 3,55.
Os investidores também seguem atentos a novidades na área fiscal. O
ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem em entrevista
exclusiva ao Estado que o "plano A" para atingir a meta de déficit
primário do governo central de R$ 139 bilhões em 2017 é controle de
despesas. O plano B é composto pelas privatizações e o plano C é aumento
de tributos.
"A partir de agora o mercado vai começar a acompanhar mais
atentamente a escolha para o novo presidente da Câmara, porque tem
muitos nomes no páreo e pode acabar sendo algo difícil para o governo",
comenta um operador.
Já no noticiário externo, há pouco Andrea Leadsom desistiu da
candidatura para liderar o Partido Conservador e deixou o caminho livre
para que Theresa May se torne a próxima primeira-ministra britânica.
Também há rumores sobre novas medidas de estímulo monetário no Japão. O
primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, declarou que vai orientar seu
gabinete amanhã a começar a elaborar um novo pacote de ajuda, após a
vitória da coalizão governista na eleição parlamentar deste domingo.
Ontem, o grupo de Abe conquistou dois terços dos assentos na câmara
alta, consolidando sua posição de vantagem.
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