A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 131 milhões na
segunda semana de fevereiro (de 8 a 14). De acordo com dados divulgados
nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior (MDIC), as exportações somaram US$ 1,976 bilhão e as
importações, US$ 1,845 bilhão no período.
No ano, a balança
comercial brasileira acumula um superávit de US$ 2,215 bilhões,
resultado de vendas externas que somam US$ 16,825 bilhões e importações
de US$ 14,610 bilhões. A média diária das exportações neste mês
foi de US$ 697,5 milhões, o que representa uma alta de 3,8% em
comparação com a média diária de US$ 671,8 milhões de fevereiro de 2015.
A
melhora é reflexo de uma alta no embarque de produtos semimanufaturados
(+17,1%, de US$ 105,4 milhões para US$ 123,4 milhões, por conta de
açúcar em bruto, catodos de cobre, madeira serrada, alumínio em bruto,
celulose, ouro em forma semimanufaturada, couros e peles) e
manufaturados (+11,2%, de US$ 270,4 milhões para US$ 300,8 milhões, por
conta de tubos flexíveis de ferro/aço, etanol, suco de laranja não
congelado, automóveis, polímeros plásticos, automóveis de passageiros,
veículos de carga, laminados planos, açúcar refinado, pneumáticos,
bombas e compressores).
As vendas externas de básicos
retrocederam (-7,1%, de US$ 277,3 milhões para US$ 257,5 milhões, por
conta, principalmente, de minério de ferro, petróleo em bruto, soja em
grãos, farelo de soja, café em grão, fumo em folhas, carne de frango).
Pelo
lado das importações, a média diária até a segunda semana de fevereiro
foi de US$ 535,9 milhões, 35,4% abaixo da média de fevereiro do ano
passado (US$ 829,6 milhões). Nesse comparativo, decresceram os gastos,
principalmente, com siderúrgicos (-58,4%), veículos automóveis e partes
(-51,6%), combustíveis e lubrificantes (-43,4%), equipamentos
eletroeletrônicos (-39,8%) e plásticos e obras (-38,1%). Em comparação
ao mês passado, houve crescimento nas importações de 3,8%, pelos
aumentos em combustíveis e lubrificantes (+110,2%), adubos e
fertilizantes (+32,9%), borracha e obras (+12,5%), equipamentos
eletroeletrônicos (+10,8%) e instrumentos de ótica e precisão (+5,2%).
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