A indústria gaúcha atingiu, em janeiro deste ano, seu menor nível
de exportações desde 2009. Do total das vendas externas no mês passado,
que alcançaram US$ 811 milhões, a indústria de transformação sofreu
redução de 12,2% em seu resultado final (que chegou a US$ 749 milhões).
Em relação a janeiro de 2015, a queda foi de 16,1%.
Dos 22 setores da indústria que registraram alguma operação de
exportação no período, 11 apresentaram perdas, cinco cresceram e seis
permaneceram estáveis. O principal destaque negativo ficou por conta dos
Produtos Alimentícios (-31%), responsável por 27,5% do total das
exportações gaúchas, decorrente da retração do farelo de soja (-64,4% em
relação ao mesmo período do ano passado).
Ao comentar o resultado em nota, o presidente da Federação das
Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, destacou o
contínuo crescimento dos custos de produção do setor. "Nossos custos de
produção continuam crescendo a uma velocidade intensa. Em função disso,
não estamos conseguindo reverter a desvalorização da taxa de câmbio em
ganhos de competitividade e no melhor posicionamento dos nossos produtos
na escala internacional", disse.
Em relação às importações, houve queda de 48,5%, somando US$ 364
milhões – o valor mais baixo desde 2004 (US$ 268 milhões). Todas as
categorias de uso sofreram diminuições, especialmente Combustíveis e
Lubrificantes (-98,9%) e Bens Intermediários (-42,3%).
"As compras no exterior seguem caindo com força, em linha com a
forte recessão da economia gaúcha, a desvalorização da taxa de câmbio e o
pessimismo dos empresários industriais sobre o futuro da economia",
disse Müller.
Entre os principais países importadores de produtos brasileiros, a
China está em primeiro lugar, com alta de 247,5% nas compras, atingindo
US$ 83,5 milhões. Em seguida está Argentina (-0,1%, US$ 78,3 milhões)e
os Estados Unidos (-5,5%, US$ 71,9 milhões).
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