segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Indústria gaúcha atinge em janeiro menor nível de exportações desde 2009

         A indústria gaúcha atingiu, em janeiro deste ano, seu menor nível de exportações desde 2009. Do total das vendas externas no mês passado, que alcançaram US$ 811 milhões, a indústria de transformação sofreu redução de 12,2% em seu resultado final (que chegou a US$ 749 milhões). Em relação a janeiro de 2015, a queda foi de 16,1%.
         Dos 22 setores da indústria que registraram alguma operação de exportação no período, 11 apresentaram perdas, cinco cresceram e seis permaneceram estáveis. O principal destaque negativo ficou por conta dos Produtos Alimentícios (-31%), responsável por 27,5% do total das exportações gaúchas, decorrente da retração do farelo de soja (-64,4% em relação ao mesmo período do ano passado).
         Ao comentar o resultado em nota, o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Heitor José Müller, destacou o contínuo crescimento dos custos de produção do setor. "Nossos custos de produção continuam crescendo a uma velocidade intensa. Em função disso, não estamos conseguindo reverter a desvalorização da taxa de câmbio em ganhos de competitividade e no melhor posicionamento dos nossos produtos na escala internacional", disse.
         Em relação às importações, houve queda de 48,5%, somando US$ 364 milhões – o valor mais baixo desde 2004 (US$ 268 milhões). Todas as categorias de uso sofreram diminuições, especialmente Combustíveis e Lubrificantes (-98,9%) e Bens Intermediários (-42,3%).
         "As compras no exterior seguem caindo com força, em linha com a forte recessão da economia gaúcha, a desvalorização da taxa de câmbio e o pessimismo dos empresários industriais sobre o futuro da economia", disse Müller.
         Entre os principais países importadores de produtos brasileiros, a China está em primeiro lugar, com alta de 247,5% nas compras, atingindo US$ 83,5 milhões. Em seguida está Argentina (-0,1%, US$ 78,3 milhões)e os Estados Unidos (-5,5%, US$ 71,9 milhões).

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