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O coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Sergio Rodrigues Alonso, defendeu, nesta quinta-feira, em Brasília, o fortalecimento da política de conteúdo local como base do desenvolvimento sustentável das nações, inclusive do Brasil. A palestra foi realizada durante o Diálogo sobre o Setor Extrativo e o Desenvolvimento Sustentável: fortalecendo a cooperação público-privada no contexto da Agenda Pós-2015, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Ministério de Minas e Energia.
Os benefícios trazidos pela indústria de petróleo e gás para
as comunidades, por meio dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), foi um dos
destaques. O APL consiste num grupo de fornecedores que são desenvolvidos,
numa mesma região geográfica, para atender às necessidades de bens e serviços
no entorno de grandes complexos industriais. Segundo Alonso, esta política
tem gerado emprego e renda para a população das áreas envolvidas, por meio de
oportunidades não somente no setor de petróleo, mas em outras áreas correlatas
de bens e serviços que se beneficiam do contexto de APL. “A economia
brasileira é composta, em maioria, por micro, pequenas e médias empresas que
conseguem, por meio do Prominp, oportunidades de suprimento para diversos
ramos da atividade industrial. A partir disso, surgem chances para empresas
de serviços de alimentação, de ensino, de pequenos reparos de equipamentos,
limpeza industrial, entre outras, desenvolvendo as comunidades no entorno dos
estaleiros, das refinarias e das indústrias”, exemplifica.
A sustentação desta política em longo prazo também foi tema do
debate, principalmente no sentido de incentivar e qualificar empresas e
profissionais para atender ao mercado externo. “As políticas de
conteúdo local serão mais eficazes dependendo de como os países vão
capitalizar as oportunidades para as comunidades locais com vistas à
sustentabilidade da atividade econômica. A ideia é que as políticas de
conteúdo local possam ser revistas no futuro à medida que as indústrias
nacionais atinjam padrões internacionais de competitividade”, salienta
Alonso.
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Coordenador do Prominp defende política de conteúdo local para exploração de petróleo
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