quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Coordenador do Prominp defende política de conteúdo local para exploração de petróleo



O coordenador executivo do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), Paulo Sergio Rodrigues Alonso, defendeu, nesta quinta-feira, em Brasília, o fortalecimento da política de conteúdo local como base do desenvolvimento sustentável das nações, inclusive do Brasil. A palestra foi realizada durante o Diálogo sobre o Setor Extrativo e o Desenvolvimento Sustentável: fortalecendo a cooperação público-privada no contexto da Agenda Pós-2015, organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e pelo Ministério de Minas e Energia.
Os benefícios trazidos pela indústria de petróleo e gás para as comunidades, por meio dos Arranjos Produtivos Locais (APLs), foi um dos destaques. O APL consiste num grupo de fornecedores que são desenvolvidos, numa mesma região geográfica, para atender às necessidades de bens e serviços no entorno de grandes complexos industriais. Segundo Alonso, esta política tem gerado emprego e renda para a população das áreas envolvidas, por meio de oportunidades não somente no setor de petróleo, mas em outras áreas correlatas de bens e serviços que se beneficiam do contexto de APL. “A economia brasileira é composta, em maioria, por micro, pequenas e médias empresas que conseguem, por meio do Prominp, oportunidades de suprimento para diversos ramos da atividade industrial. A partir disso, surgem chances para empresas de serviços de alimentação, de ensino, de pequenos reparos de equipamentos, limpeza industrial, entre outras, desenvolvendo as comunidades no entorno dos estaleiros, das refinarias e das indústrias”, exemplifica.
A sustentação desta política em longo prazo também foi tema do debate, principalmente no sentido de incentivar e qualificar empresas e profissionais para atender ao mercado externo.  “As políticas de conteúdo local serão mais eficazes dependendo de como os países vão capitalizar as oportunidades para as comunidades locais com vistas à sustentabilidade da atividade econômica. A ideia é que as políticas de conteúdo local possam ser revistas no futuro à medida que as indústrias nacionais atinjam padrões internacionais de competitividade”, salienta Alonso.

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