sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Trabalhadores da Iesa prometem manter ocupação das instalações da empresa até receber salários e indenizações
Os trabalhadores da Iesa Óleo e Gás, em
Charqueadas (RS), decidiram manter sob ocupação as instalações da empresa a fim de pressionar a empresa e suas contratantes, a
Petrobras e o consórcio Tupi/BV, a pagar os saldos de salários em aberto
desde o início de novembro, 13º salário, férias proporcionais e verbas
rescisórias. "O pessoal está acampado dentro do refeitório e, em
sistema de revezamento, se alimenta e dorme no local, em vigília
permanente, que continua pelo menos até a próxima terça-feira", contou o
presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Charqueadas Jorge Luiz
Silveira de Carvalho. Ele revelou que no próximo dia 16 de dezembro, haverá uma reunião de
conciliação na Justiça do Trabalho que pode definir quem pagará as
indenizações aos 950 trabalhadores desempregados após a Petrobras
ter rescindido o contrato com a Iesa para fornecimento de módulos para
plataformas de exploração do petróleo do pré-sal em 18 de novembro. A companhia, que é uma das investigadas pela operação Lava Jato, da Polícia Federal e controlada pelo grupo paranaense Inepar, em recuperação judicial, vinha tendo
dificuldades para pagar fornecedores e funcionários havia um ano. Além disso, não entregou as encomendadas contratadas pela Petrobras, no valor de US$ 800 milhões, levando a estatal ao rompimento do contrato, piorando a situação da empresa gaúcha.
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