segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Governo começa a aprovar novos investimentos nos terminais com contratos pós 1993
O governo federal, que ainda não conseguiu liberar licitações de antigos terminais portuários públicos, decidiu que vai começar a aprovar novos investimentos nos
terminais com contratos após 1993, que podem alcançar R$ 11 bilhões em
obras nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito pelo ministro
da Secretaria de Portos, Cesar Borges, depois de, nesta semana, mais uma vez o Palácio do Planalto ver
frustrada a possibilidade de iniciar as concorrências para conhecer
novos administradores de cerca de 150 terminais portuários antigos que
precisam ser relicitados para que sejam investidos outros R$ 10 bilhões. As licitações prometidas estão paralisadas porque O
TCU (Tribunal de Contas da União) analisa há 14 meses se permite ou não
ao governo licitar esses terminais antigos no modelo proposto pelo executivo. Na última terça-feira, a decisão foi adiada pela quinta vez
somente nesse semestre. Segundo Borges, os terminais que terão
autorização para fazer novos investimentos são os que foram licitados
após 1993, pela antiga lei de portos, cujos contratos permitem
expressamente a renovação por uma vez. Para o governo, a situação
desses terminais é diferente da dos antigos, que vão ser
relicitados (a maioria tem contrato antes de 1993), porque não é possível
renová-los em troca de investimentos, algo que os atuais
concessionários dos terminais antigos contesta. A disputa entre o
governo e os concessionários antigos é um dos motivos de atraso nas
concorrências. A estratégia do governo é antecipar a renovação do
contratos dos terminais licitados após 1993 (os vencimentos ocorreriam
até a próxima década) em troca dos concessionários ampliarem a
capacidade dos terminais. Os pedidos já passaram por análise técnica dos
órgãos de controle e agora precisam apenas da permissão da Secretaria
de Portos. "Vamos começar a assinar as primeiras antecipações
ainda este mês", garantiu o ministro. A Secretaria de Portos revelou que já foram feitos 25 pedidos de renovação
antecipada. No porto de Santos (SP), por exemplo, o terminal da Santos
Brasil, um dos maiores terminais públicos de contêineres, promete fazer
R$ 1,2 bilhão em obras pela renovação por mais 25 anos de seu contrato. Com
as obras, o terminal teria a capacidade de receber navios de maior
porte o que aumentaria sua capacidade. Outra empresa que pediu renovação
antecipada foi a CSN, que prevê investimentos de R$ 2,4 bilhões no Porto
de Itaguaí (RJ). O governo também conseguiu
homologar junto à Marinha um calado maior para Santos,
ficando em no mínimo 13 metros (estava em 12,6 metros até semana
passada). Com isso, os navios podem sair com mais carga do porto o que
melhora a qualidade do transporte marítimo. O problema, na avaliação de analistas do segmento, é que o
investimento na melhoria dos portos está chegando tarde. O transporte de
contêineres está em queda no país, deixando os principais terminais,
principalmente em Santos, com alto nível de ociosidade. A queda nos
contêineres está associada à redução do crescimento do país,
principalmente do comércio exterior, desde o início do ano.
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