terça-feira, 13 de janeiro de 2015
TCU apresenta relatório que comprova irregularidades em obras de contornos ferroviários
O Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou relatório que consolida
os resultados de sete fiscalizações em obras de contornos ferroviários
realizadas entre novembro de 2013 e junho do ano passado. O volume de recursos
fiscalizados foi de aproximadamente R$ 494 milhões. As obras integrantes da Fiscalização de Orientação Centralizada (FOC)
foram a Transposição Linha Férrea em Rolândia/PR, os contornos
ferroviários de Divinópolis/MG, de São Félix/BA, de Araraquara/SP, de
São Francisco do Sul/SC e de Barretos/SP e a variante
ferroviária de Camaçari/BA. Não foram incluídos neste trabalho de
fiscalização os contornos ferroviários de Campo Belo/MG, Três Lagoas/MS,
Maringá/PR e Barra Mansa/RJ que, somadas às obras auditadas,
representam a totalidade das obras de contornos ferroviários executados
no país. Os contornos ferroviários são alternativas de engenharia com o objetivo de solucionar os chamados “pontos críticos” em uma malha ferroviária já
existente. Segundo as concessionárias, uma das principais dificuldades
das malhas é o tráfego de cargas em áreas urbanas, quando as composições
reduzem a velocidade, o que diminui a produtividade e aumenta o risco
de acidentes. Das obras previstas para o período de 2011 a 2014, a
maioria ainda se encontra na fase de elaboração de projetos, sendo que alguns
estão paralisados e poucos estão em processo de construção. Entre as irregularidades verificadas destacaram-se deficiência nos
levantamentos que fundamentam os projetos básicos e executivos,
utilização de materiais, equipamentos ou métodos incompatíveis com as
especificações dos serviços contratados, ausência de licenças e
autorização de órgãos competentes e inobservância das normas relativas à
responsabilidade das empresas pela qualidade das obras. O tribunal constatou que as deficiências de gestão encontradas
tiveram como causas principalmente a delegação ao contratado da
responsabilidade pelo controle de qualidade e pela alteração do
cronograma físico e financeiro do contrato, além da interveniência da
concessionária junto ao Dnit, com consequente flexibilização do
cumprimento do projeto inicial pela autarquia. O relator do processo, ministro Walton Alencar Rodrigues, disse
que “as falhas encontradas elevam os custos inicialmente previstos,
atrasam o cronograma de entrega dos empreendimentos e causam a perda da
funcionalidade das partes construídas”. O TCU determinou ao Dnit que apresente plano de ação, no prazo de 60
dias, relativo à implantação de obras ferroviárias e recomendou que o órgão estude a possibilidade de delegar a execução das obras que
visam à solução dos pontos críticos e dos conflitos com o perímetro
urbano às empresas concessionárias das malhas já concedidas, com a
participação obrigatória da ANTT. A FOC – fiscalização de orientação centralizada, é ação do TCU que tem
por objetivo avaliar, de forma sistêmica, temas ou objetos de controle,
no âmbito nacional, regional ou local, para identificar as
irregularidades mais comuns e relevantes e propor, quando for o caso,
aperfeiçoamentos na gestão pública e na própria sistemática de controle.
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