segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Tabaco do Brasil perde competitividade atingido pela expansão da produção da Ásia e da África

Segundo maior produtor mundial e líder absoluto em exportações desde 1993, a cadeia produtiva do tabaco se defrontou com os efeitos da perda de competividade em 2014, principalmente por conta do aumento da produção em países africanos e da valorização do Real. Países como Zimbábue (registrou 50 mil toneladas a mais em 2014), Tanzânia, Maláui, Moçambique e Zâmbia expandiram a produção, além de terem custo de produção inferior ao do Brasil. Pesquisa encomendada pelo SindiTabaco à PricewaterhouseCoopers (PwC) já apontava uma queda de 10% a 15%, em dólares e volume, no fechamento da conta de exportações de 2014. No entanto, até o final de novembro, a queda nas exportações alcançou 24,5% em dólares, comparado ao mesmo período de 2013, ano em que foram embarcadas 627 mil toneladas (87% da produção) para 102 países, totalizando US$ 3,27 bilhões em divisas. Se de um lado as incertezas trazem inquietude, de outro, a recente assinatura do protocolo de exportação para a China, segundo maior comprador do tabaco brasileiro, possibilitará as exportações do tabaco produzido em Santa Catarina e no Paraná. Até então, somente o tabaco do Rio Grande do Sul podia ser embarcado para o país asiático cujas importações têm superado os US$ 300 milhões/ano.

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