segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

O comércio exterior no fio da navalha em 2015 (Revista Mundo)



A Organização Mundial do Comércio (OMC) calcula que o crescimento do comércio global em 2015 deverá ser de 4%, um ponto percentual abaixo da previsão inicial. A China, novamente, vai liderar a expansão, contribuindo decisivamente para o patamar, na companhia da Índia, dos Estados Unidos, da Alemanha, de alguns países da América Latina, da África, da Ásia e do Leste da Europa, que deverão apresentar incremento nos negócios internacionais no próximo ano. A expectativa para o Brasil não é muito otimista. A presença já pouco expressiva neste bolo, de apenas 1,41% este ano deverá cair para 1,15% nos doze meses seguintes, ficando atrás de nações como a Coréia do Sul e a Rússia.  O desempenho negativo será reflexo do desenvolvimento da economia nacional, que vai girar em torno de 0,8%, da dependência da venda de commodities, que sofrerá concorrência forte de outros fornecedores mundiais e da redução das importações alemãs, chinesas, norte-americanas e argentinas. O desequilíbrio na pauta exportadora brasileira se traduz pelos 65% de receitas produzidas pelas commodities, contra 35% para os manufaturados. Aí surge outro problema. A Argentina consome 60% dos bens de maior valor agregado embarcados para o exterior no Brasil e, mergulhada numa crise profunda, a tendência é de diminuição das compras. Os grãos e as carnes que, em princípio, ganham competitividade com a desvalorização do real ante o dólar, acabam perdendo em faturamento. Além disso, a competitividade é naturalmente prejudicada pelos eternos problemas do país referentes a infraestrutura inadequada, as questões tributárias e trabalhistas e a excessiva burocracia... Leia na íntegra a reportagem especial e toda a última edição da Revista MUNDO. Acesse pelas redes sociais pelo www.facebook/MundoComexRevista. 

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