A Organização Mundial do Comércio (OMC) calcula que o
crescimento do comércio global em 2015 deverá ser de 4%, um ponto percentual
abaixo da previsão inicial. A China, novamente, vai liderar a expansão,
contribuindo decisivamente para o patamar, na companhia da Índia, dos Estados
Unidos, da Alemanha, de alguns países da América Latina, da África, da Ásia e
do Leste da Europa, que deverão apresentar incremento nos negócios
internacionais no próximo ano. A expectativa para o Brasil não é muito
otimista. A presença já pouco expressiva neste bolo, de apenas 1,41% este ano deverá
cair para 1,15% nos doze meses seguintes, ficando atrás de nações como a Coréia
do Sul e a Rússia. O desempenho negativo
será reflexo do desenvolvimento da economia nacional, que vai girar em torno de
0,8%, da dependência da venda de commodities, que sofrerá concorrência forte de
outros fornecedores mundiais e da redução das importações alemãs, chinesas,
norte-americanas e argentinas. O desequilíbrio na
pauta exportadora brasileira se traduz pelos 65% de receitas produzidas pelas
commodities, contra 35% para os manufaturados. Aí surge outro problema. A
Argentina consome 60% dos bens de maior valor agregado embarcados para o
exterior no Brasil e, mergulhada numa crise profunda, a tendência é de
diminuição das compras. Os grãos e as carnes que, em princípio, ganham
competitividade com a desvalorização do real ante o dólar, acabam perdendo em
faturamento. Além disso, a competitividade é naturalmente prejudicada pelos
eternos problemas do país referentes a infraestrutura inadequada, as questões
tributárias e trabalhistas e a excessiva burocracia... Leia na íntegra a reportagem especial e toda a última edição da Revista MUNDO. Acesse pelas redes sociais pelo www.facebook/MundoComexRevista.

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