segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Exportações de tabaco caem mas Brasil mantém liderança global


As exportações brasileiras de tabaco, acompanhando o resultado de outros setores, confirmaram a redução prevista, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e comércio Exterior. Comparado com 2013, o Brasil embarcou -24%, em dólares e em toneladas. A queda, entretanto, não tirou do país a liderança mundial de exportação, posto brasileiro desde 1993. Em 2014, foram embarcadas 476 mil toneladas do produto, gerando divisas de US$ 2,5 bilhões; 13 países deixaram de embarcar o produto brasileiro e sete novos países passaram a integrar a lista de importadores, totalizando 96 países que levaram o tabaco produzido por mais de 162 mil produtores brasileiros. Apesar da Bélgica e Holanda terem reduzido suas compras em cerca de 30% em comparação com 2013, a União Europeia continua sendo o principal destino do tabaco brasileiro (42%), seguida pelo Extremo Oriente (28%). A China também acompanhou o ano de redução de embarques (-27%) comparado com o ano anterior, mas a principal queda registrada foi para os Estados Unidos (-42%). Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Iro Schünke, foram várias as causas para o resultado negativo. "Em 2014, a competitividade do tabaco brasileiro ficou prejudicado pelo câmbio que não esteve favorável no primeiro semestre - quando as empresas fecham grande parte de seus negócios; pelo aumento da produção em países concorrentes, especialmente os africanos; e pelo Custo-Brasil que envolve questões burocráticas e de logística. Além disso, os crescentes custos de mão de obra, energia e insumos também contribuíram para a retração da demanda", afirma o executivo. Depois do Brasil, Índia, Zimbábue e Estados Unidos aparecem na lista dos maiores exportadores do produto, com destaque para o país africano que vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. "O Zimbábue tem aumentado significativamente sua produção, chegando a patamares semelhantes aos do início dos anos 2000, quando era um grande concorrente do Brasil em tabaco de alta qualidade. Nossos custos são superiores, principalmente considerando o quesito mão de obra, mas é importante ressaltar que o Brasil, além de produzir boa qualidade, está mais adiantado no que diz respeito à rastreabilidade e sustentabilidade, com boas práticas de responsabilidade social e preservação ambiental", avalia Schünke. No país o tabaco representou 1,11% do total das exportações; já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, a participação do tabaco foi de 10,2% e 6,1%, respectivamente. "Iniciamos 2015 com a certeza de que o tabaco continuará sendo parte importante da balança comercial brasileira, assim como na geração de renda e empregos para centenas de municípios", projeta Schünke.

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