terça-feira, 13 de janeiro de 2015
Companhia aérea Brava pretende voltar a voar ainda este ano
A companhia Brava Linhas Aéreas, sucessora da NHT, que enfrenta várias ações trabalhistas e teve em abril do ano passado o seu Certificado de
Empresa de Transporte Aéreo (ETA) suspenso pela Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac) de forma cautelar (na prática, parou de operar no
final de 2013), pretende retornar aos ares. Para evitar que a situação se agrave e que a validade do
documento caduque definitivamente, a meta do presidente da empresa,
Jorge Barouki, é retomar os voos ainda neste primeiro semestre de 2015. O
empresário explica que os esforços estão concentrados para voltar às
atividades antes de 29 de junho (prazo que tem para se manifestar sobre
suspensão cautelar do certificado), se possível até o mês de março.
Barouki esclarece que foi a própria transportadora que solicitou a suspensão
provisória do documento, para diminuir suas despesas. Ele admite
que a Brava parou de voar por falta de recursos para pagar os
funcionários. Segundo Barouki, a intenção é finalizar a
reestruturação do grupo e solicitar a reativação do documento para
retomar as ações. “Fizemos todo o replanejamento da empresa, mas para
colocar em prática tudo o que planejamos, precisamos de mais capital,”garante.
Adianta que para atingir essa meta, estão sendo
captados investidores. Entre os pontos previstos dentro da
reestruturação está a substituição das aeronaves LET 410 (bimotores
turboélice checos, com 19 lugares de capacidade), que já tiveram os
contratos de leasing encerrados. O empresário lembra que a companhia operava
com quatro aviões desse tipo. A projeção é que a Brava trabalhe com seis
aeronaves quando voltar a voar. Barouki adianta que os modelos dos
aviões ainda estão sendo avaliados, porém está definido que terão maior
capacidade. Antes de paralisar os trabalhos, a Brava estava
desenvolvendo a troca do LET pelo Brasília da Embraer (EMB 120,
turboélice bimotor), mas, para atuar com essa aeronave, alguns
aeroportos gaúchos precisavam readequar-se, o que não aconteceu. A
companhia chegou a fazer um acordo de leasing de um Brasília (30
lugares, pressurizado, com velocidade superior à do LET) e encaminhado
acertos para mais três aeronaves dessa espécie, entretanto não foi
possível operar com os equipamentos. O empresário adverte que os
aeroportos gaúchos precisam estar adequados para as novas aeronaves e
prefere não adiantar em quais complexos a Brava retomará as rotas.
Barouki admite que o fato da Azul estar atuando em cidades como Pelotas,
Santa Maria e Passo Fundo (antigos destinos da companhia) provoca uma
concorrência que acaba dificultando a estratégia da Brava. O dirigente
também se queixa da falta de apoio do governo estadual durante a gestão
Tarso Genro. A Brava antigamente era denominada NHT Linhas
Aéreas, empresa que pertencia à holding JMT de Santa Maria (também
controladora da companhia de ônibus Planalto). A NHT foi vendida em maio
de 2012 ao grupo catarinense Acauã (liderado pelo empresário Jorge
Barouki). Atuando como Brava, a empresa operava em 11 cidades dos três
estados da região Sul do Brasil. Antes da compra, a experiência de
Barouki no segmento de aviação se deu por meio da Vit Solo, outra
controlada do grupo Acauã. Essa empresa faz o chamado “serviço de rampa”
nos aeroportos, que, entre outras ações, é responsável por colocar e
retirar as bagagens das aeronaves.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário