O
minério de ferro sofreu hoje a quinta queda seguida, sendo negociado a
US$ 68,80 por tonelada, com a continuidade do aumento da produção das
mineradoras. O valor é do minério com teor de 62% de ferro negociado no
mercado à vista da China. Segundo analistas, as empresas estão mantendo
ritmos elevados de produção para reduzir custos variáveis internos, provocando à redução do preço do minério e atingindo todas as
produtoras. Desde janeiro, a commodity acumulou desvalorização de
49%, e a previsão do mercado não é de recuperação.
Na sua revisão mensal de
commodities, o Itaú reduziu sua projeção para a cotação do minério de
ferro no fim de 2015 para US$ 70 por tonelada, de US$ 85 por tonelada
anteriormente. Nas últimas semanas, também cortaram suas estimativas
para valores inferiores aos US$ 80 por tonelada outros bancos, como Citi
e JPMorgan.
O analista Artur Manoel Passos, do Itaú, disse
que o corte da projeção para o minério e também para o cobre incorpora
custos mais baixos de produção, em virtude do cenário de preço menor do
petróleo.
O banco também incorporou nas suas contas
evidências de acúmulo de estoques na China, com um volume de importação
dessas commodities no país maior do que a demanda consistente com o
crescimento atual do país, explicou o analista.
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