quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

CNI defende investimentos na diversificação da matriz energética, em conferência no Peru





A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defenderá, durante a 20ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP-20), dia 11 de dezembro, em Lima, no Peru, que o Brasil deve estimular os investimentos na diversificação da matriz energética. As propostas, contidas no documento Ambiente energético global e suas implicações, já entregue ao governo, serão apresentadas em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, que ocorrerá no encontro. Participarão da mesa a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Shelley Carneiro, o Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Augusto Klink, entre outros.
Estudo da Agência Internacional de Energia (AIE) indica que a demanda mundial por energia crescerá 30% até 2035, com as economias emergentes respondendo por 90% desse aumento. Com o intuito de alinhar a política energética aos desafios decorrentes das mudanças climáticas, a CNI propõe o aumento dos investimentos e a definição de políticas de incentivo à produção e ao consumo de energias renováveis.  Além disso, a entidade defende incentivos ao uso de tecnologias e processos mais eficientes para redução de emissões de gases de efeito estufa em setores que utilizam, por exemplo, derivados de petróleo e carvão.
De acordo com o Shelley Carneiro, embora o setor industrial não esteja entre os maiores emissores de CO2 no Brasil, o segmento tem se comprometido em debater alternativas para reduzir as emissões. “Nesse sentido, as discussões de opções de oferta e consumo de diferentes fontes de energia, do País e das indústrias, poderá ser um ponto de partida para promover as mudanças no sentido de reduzir as emissões”, destaca.
A diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, diz que o principal instrumento utilizado para contratação de nova capacidade de geração de energia elétrica são os leilões de energia elétrica, realizados desde 2005. Foram contratados, até hoje, 65 mil MW de nova capacidade, com um investimento de aproximadamente R$ 800 bilhões em contratos. “Com isso, temos uma diversificação de tecnologias que incluem hidrelétricas, eólicas, cogeração a biomassa e usinas termelétricas que utilizam variados insumos”, complementa. “No entanto, a atual situação de disparidade dos custos de geração entre as diversas fontes de energia elétrica requer um aprimoramento na política setorial com vistas a privilegiar a diversidade, a maior segurança da geração na base do sistema e as estratégias de longo prazo.”

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