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Confederação Nacional da Indústria (CNI) defenderá, durante a 20ª Conferência
das Partes sobre Mudança do Clima (COP-20), dia 11 de dezembro, em Lima, no Peru, que o Brasil deve estimular os
investimentos na diversificação da matriz energética. As propostas, contidas
no documento Ambiente energético global e suas implicações, já entregue ao
governo, serão apresentadas em reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças
Climáticas, que ocorrerá no encontro. Participarão da mesa a ministra do Meio Ambiente, Izabella
Teixeira, o gerente-executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI,
Shelley Carneiro, o Secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental
do Ministério do Meio Ambiente, Carlos Augusto Klink, entre outros.
Estudo
da Agência Internacional de Energia (AIE) indica que a demanda mundial por
energia crescerá 30% até 2035, com as economias emergentes respondendo por
90% desse aumento. Com o intuito de alinhar a política energética aos
desafios decorrentes das mudanças climáticas, a CNI propõe o aumento dos
investimentos e a definição de políticas de incentivo à produção e ao consumo
de energias renováveis. Além disso, a entidade defende incentivos ao
uso de tecnologias e processos mais eficientes para redução de emissões de gases
de efeito estufa em setores que utilizam, por exemplo, derivados de petróleo
e carvão.
De acordo com o
Shelley Carneiro, embora o setor industrial não esteja entre os maiores
emissores de CO2 no Brasil, o segmento tem se comprometido em debater
alternativas para reduzir as emissões. “Nesse sentido, as discussões de
opções de oferta e consumo de diferentes fontes de energia, do País e das
indústrias, poderá ser um ponto de partida para promover as mudanças no
sentido de reduzir as emissões”, destaca.
A
diretora de Relações Institucionais da CNI, Mônica Messenberg, diz que o
principal instrumento utilizado para contratação de nova capacidade de
geração de energia elétrica são os leilões de energia elétrica, realizados
desde 2005. Foram contratados, até hoje, 65 mil MW de nova capacidade, com um
investimento de aproximadamente R$ 800 bilhões em contratos. “Com isso, temos
uma diversificação de tecnologias que incluem hidrelétricas, eólicas,
cogeração a biomassa e usinas termelétricas que utilizam variados insumos”,
complementa. “No entanto, a atual situação de disparidade dos custos de
geração entre as diversas fontes de energia elétrica requer um aprimoramento
na política setorial com vistas a privilegiar a diversidade, a maior
segurança da geração na base do sistema e as estratégias de longo prazo.”
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
CNI defende investimentos na diversificação da matriz energética, em conferência no Peru
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