Um estudo da Moody's revelou que o Brasil tem o
endividamento geral mais elevado entre as cinco principais economias da
América Latina. O cálculo considerou a
dívida direta e indireta do governo, que inclui obrigações do setor
público não consolidadas nas contas públicas, como de empresas
controladas pela União, e passivos contingentes. A agência de
classificação de risco analisou as contas de Brasil, Chile, Colômbia,
México e Peru. A Moody’s informou que o governo brasileiro mantém um alto volume de
dívida indireta porque controla várias empresas de grande porte em
diversos setores, incluindo bancos. Citou como exemplo a Caixa, que tem passivos
que o governo possivelmente poderia incorporar e que equivalem a 12,5%
do PIB do país. “Os governos latino-americanos estão
expostos, em diversos graus, a passivos acumulados por companhias e
bancos com suporte do Estado ou, de outra forma, por bancos
sistemicamente importantes”, explicou Gersan Zurita, vice-presidente
sênior da agência. A Argentina não foi incluída no estudo por não fornecer dados confiáveis.
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