A presidente Dilma Rousseff afirmou nessa sexta-feira, em Quito, Equador, que "a crise econômica internacional afetou
profundamente o Brasil e a integração dos países sul-americanos ganha
importância em um cenário cada vez mais conturbado pelas incertezas de
ordem política e econômica". A declaração foi feita na reunião de cúpula da Unasul, bloco que reúne os
12 países do continente. "Todos nós sabemos que a recuperação da crise
que começou lá atrás, em 2008, ainda é tênue", advertiu a presidente. O discurso durou cerca de 14 minutos e nele Dilma exaltou as eleições recentes na
região, inclusive a do Brasil, e defendeu maior diversidade da
produção local, "sob pena de ficarmos presos ao círculo vicioso da mera
exportação de matérias primas". Segundo ela, "não basta considerar esses
recursos naturais como grande vantagem comparativa regional. É
preciso transformá-los em ferramentas efetivas de
diversificação produtiva e desenvolvimento social, sob pena de ficarmos
presos ao circulo vicioso da mera exportação de matérias primas". O cenário atual de queda nos preços
das commodities, para a presidente, exige essa mudança, "principalmente no caso de
petróleo, o desafio do desenvolvimento é ainda maior. Ao concluir sua intervenção, ressaltou que "temos diante de
nós compromissos históricos a cumprir, tarefas cuja realização será
crucial para o nosso futuro."
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