O Comitê
de Política Econômica (Copom) elevou por unanimidade, nesta quarta-feira à noite, a taxa básica de
juros (Selic) em 0,5. Com isso, a taxa encerra o ano em 11,75%. A
atitude era aguardada pelo mercado, tendo em vista que a inflação continua sendo
pressionada e existe a perspectiva de que ultrapasse os 6,5% ao ano. A medida
tende a evitar essa situação, colocando um freio no consumo, especialmente em
época de Natal e minimizar os possíveis repasses de preços. Mas, em
contrapartida, juros mais altos mantém a economia em crescimento estagnado, o que
poderá gerar aumento de desemprego e prejudicar ainda mais a política econômica
que, nesse momento, precisa reverter o quadro rapidamente. Um ponto fundamental
para o governo é estimular a indústria, um grande empregador, a retomar os
investimentos, para que possa produzir produtos mais competitivos. A
desvalorização do real, o resultado negativo da balança comercial e a falta de
transparência da presidência diante do superávit primário provoca a
desconfiança no cenário internacional, prejudicando o grau de investimento e
tornando os empréstimos externos mais caros. Esses fatores são críticos e a
nova equipe econômica precisará de jogo de cintura e liberdade para colocar as
novas propostas em prática sem perder a perspectiva de manutenção da melhoria
de qualidade de vida.
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