sexta-feira, 13 de junho de 2025

Governo chinês diz que respeita neutralidade e soberania do país centro-americano no Canal do Panamá


 

O Ministério das Relações Exteriores da China declarou respeitar a soberania do Panamá e reconhece seu canal como uma hidrovia internacional neutra. A posição foi divulgada após o aviso do administrador do Canal do Panamá de que o acordo para vender os negócios portuários da CK Hutchison poderia comprometer a justiça e a concorrência na hidrovia.

O administrador da Autoridade do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que o acordo de US$ 23 bilhões da CK Hutchison Holdings para vender seus portos no exterior a um consórcio formado pela empresa de investimentos BlackRock e pela MSC (por meio de seu braço portuário, a PIL) poderia resultar em uma concentração de operadores que seria "incompatível com a neutralidade".

Vásquez destacou ainda que uma solicitação do governo dos EUA para permitir que seus navios transitem pelo canal gratuitamente não era viável de acordo com as regulamentações atuais da hidrovia e sugeriu que a autoridade se tornasse uma operadora de terminais. Em resposta a uma pergunta sobre notícias recentes sobre o assunto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse na que Pequim sempre se opôs à coerção econômica, à dominação e à intimidação.

Ele enfatizou que "em relação à navegação de embarcações de países relevantes, a China, como sempre, respeitará a soberania do Panamá sobre o canal e o reconhecerá como uma hidrovia internacional permanentemente neutra". "Apoiamos os esforços do Panamá para manter sua independência e defender seus direitos e interesses legítimos como um país independente e soberano", afirmou.

 Em relação à venda dos portos da CK Hutchison, ele observou que o governo chinês salvaguardará resolutamente a soberania nacional, a segurança e os interesses de desenvolvimento da China, de acordo com a lei, e manterá a imparcialidade e a justiça no mercado, observando que "as atividades comerciais das empresas devem cumprir as leis pertinentes e abster-se de prejudicar os interesses nacionais".

 

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