terça-feira, 9 de setembro de 2025

Principais armadores globais registram esse ano lucros menores do que entre 2021 e 2024


 

No primeiro trimestre de 2025, apesar da incerteza do mercado e do clima geopolítico instável, as principais companhias de navegação registraram um EBIT combinado de US$ 5,89 bilhões, valor inferior apenas ao registrado nos primeiros trimestres do período de 2021 a 2023, afetado pela pandemia, relata a Sea-Intelligence. De acordo com a consultoria, as interrupções no mercado continuaram no segundo trimestre de 2025, com volumes instáveis ​​e pressão descendente constante sobre as tarifas de frete.

Como resultado, as companhias de navegação relataram um EBIT combinado de US$ 2,73 bilhões no segundo trimestre, inferior ao dos segundos trimestres de 2021 e 2024, e apenas ligeiramente superior ao de 2020. Isso significa que, embora o resultado tenha permanecido positivo, o segundo trimestre de 2025 foi relativamente menos lucrativo em comparação com os anos mais recentes.

Para demonstrar a lucratividade operacional no transporte de contêineres, a SEA-Intelligence utiliza a métrica EBIT/TEU.  Os dados referentes ao segundo trimestre de 2025 estão ausentes para a Yang Ming, que ainda não publicou seus volumes, e para a CMA CGM, que não divulgou publicamente seu EBIT para este período. Além disso, o eixo vertical foi limitado a US$ 500/TEU para evitar que os valores atuais fossem distorcidos pelos picos atingidos durante a pandemia.

Todas as principais companhias marítimas reportaram EBIT/TEU positivo, com valores variando de US$ 12/TEU (ONE) a US$ 249/TEU (OOCL). Três outras companhias marítimas negociaram abaixo de US$ 100/TEU: Maersk (US$ 35/TEU), Hapag-Lloyd (US$ 53/TEU) e Cosco (US$ 79/TEU). Enquanto isso, duas companhias marítimas registraram entre US$ 100 e US$ 200/TEU: HMM (US$ 176/TEU) e ZIM (US$ 167/TEU).

Os relatórios financeiros do segundo trimestre de 2025 também refletiram desempenhos divergentes nos tráfegos Transpacífico e Ásia-Europa. O tráfego Ásia-Europa apresentou sólido crescimento de volume, com três das seis companhias marítimas que navegam nessa rota registrando aumentos de dois dígitos em relação ao ano anterior. Em contraste, o tráfego Transpacífico sofreu contrações generalizadas de volume.

 

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