quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

CMA CGM vai adicionar escalas USG/ECSA em Antioquia, na Colômbia


 

A CMA CGM adicionará escalas no terminal colombiano de Puerto Antioquia, em Turbo, Colômbia, ao seu serviço Brazex na rota Golfo dos EUA-NCSA-ECSA, a partir do final deste mês, segundo informações da Alphaliner.

Com essa adição, o serviço passará a fazer escalas nos portos de Veracruz, Bayport (Texas), Nova Orleans, Caucedo, Cartagena (Colômbia), Santos, Paranaguá, Imbituba, Santos, Rio de Janeiro, Salvador, Cartagena (Colômbia), Turbo, Kingston e Veracruz.

O serviço ampliado será operado com nove navios, com capacidade entre 2.900 e 6.700 TEUs, em comparação com os oito navios utilizados anteriormente. A primeira escala em Turbo será feita pelo navio “Hans Schutle”, com capacidade para 5.605 TEUs, na sexta-feira, 30 de janeiro.

Vale ressaltar que a Cosco Shipping Lines, que opera o serviço “Brazex” em conjunto com a CMA CGM sob o nome “BZX”, não está divulgando essa nova escala no momento. O “Brazex” não será o único serviço de longa distância da CMA CGM a fazer escala no novo porto colombiano.

No final de janeiro, o serviço “MedCarib”, que liga o Mediterrâneo ao Caribe, às Antilhas Francesas e à Europa Central, operado em conjunto pela empresa francesa de navegação e sua compatriota Marfret, também iniciará operações regulares para Puerto Antioquia.

No início de fevereiro, um terceiro serviço da CMA CGM, o “PCRF XL”, que liga o Norte da Europa às Antilhas Francesas e à região Centro, também será adicionado. Localizado a aproximadamente 300 km a nordeste de Medellín, no Golfo de Urabá, o Porto de Antioquia é operado pela autoridade portuária local, Puerto Bahía Colombia de Urabá (PBCU), em cooperação com a CMA CGM.

O objetivo é tornar-se um dos principais portos da Colômbia na costa atlântica. Em sua primeira fase, o terminal contará com um cais de 570 metros de comprimento, um calado de 16,30 metros e três guindastes STS, permitindo a movimentação de até 600.000 TEUs por ano.

 

Portos de Santos e Valencia negociam no Panamá criação de um um corredor verde entre os dois complexos

 

A Autoridade Portuária de Santos (APS) deu mais um passo decisivo para a sustentabilidade das operações nesta semana, durante o evento Green Shipping Corridors and Hubs, realizado na Cidade do Panamá. O encontro, promovido pela Universidade Marítima Internacional do Panamá, reuniu gestores portuários do Caribe, América Latina e Europa para fomentar rotas marítimas de baixo carbono.

Representando o complexo santista, o diretor de Operações, Beto Mendes, e o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Sidnei Aranha, reuniram-se com Mar Chao López, presidente da Autoridade Portuária de Valência (Espanha). A pauta central foi a implementação prática de um “corredor verde” entre os dois portos; uma rota logística onde o abastecimento das embarcações é realizado exclusivamente com combustíveis livres de emissões de CO2.

Beto Mendes e Mar Chao assinaram um memorando de entendimento, comprometendo-se a viabilizar abastecimento mútuo com combustíveis não poluentes.

A criação do corredor não é um ato isolado. Em 14 de outubro de 2025, a APS já havia firmado um contrato com a Fundação Valenciaport para a entrega de um Plano de Descarbonização e de um Plano Diretor Energético (PDE). Durante sua palestra, Mendes detalhou o potencial santista e os programas em andamento para atingir a meta de carbono zero.

O evento também contou com a participação do assessor da Diretoria de Operações, Arcelino Tatto, e de representantes de portos da Bélgica, Chile e Equador, além de operadores marítimos e associações internacionais dedicadas à transição energética no setor.

 

 

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Porto de Porto Alegre retoma navegação de longo curso com a chegada do navio Equinox Eagle


 

O Porto de Porto Alegre voltou a operar com navegação de longo curso. O marco foi consolidado nesta semana com a atracação do navio Equinox Eagle, que transportou 11 mil toneladas de nitrato de potássio provenientes de São Petersburgo, na Rússia. A embarcação, registrada nas Ilhas Cayman, foi a primeira de grande porte a operar no Porto de Porto Alegre desde o anúncio oficial da retomada da navegação de longo curso, feito no dia 15 de janeiro pela Portos RS, Marinha do Brasil e Governo do Estado.

A operação reforça o papel logístico do porto e representa o resultado de uma série de investimentos técnicos executados pela Portos RS em articulação com a Autoridade Marítima e a Praticagem. O conjunto de ações incluiu dragagem de canais, levantamentos batimétricos, modernização da sinalização náutica e validação operacional das condições de navegabilidade. Também foi autorizada, de forma complementar, a liberação da navegação no período noturno, ampliando a flexibilidade operacional.

De acordo com o secretário de Logística e Transportes do Estado, Juvir Costella, o retorno da navegação de longo curso representa uma operação fundamental para potencializar o desenvolvimento econômico do estado. "A consolidação desse modelo operacional não apenas significa um avanço para o modal hidroviário,

O Porto de Porto Alegre voltou a operar com navegação de longo curso. O marco foi consolidado nesta semana com a atracação do navio Equinox Eagle, que transportou 11 mil toneladas de nitrato de potássio provenientes de São Petersburgo, na Rússia. A embarcação, registrada nas Ilhas Cayman, foi a primeira de grande porte a operar no Porto de Porto Alegre desde o anúncio oficial da retomada da navegação de longo curso, feito no dia 15 de janeiro pela Portos RS, Marinha do Brasil e Governo do Estado.

A operação reforça o papel logístico do porto e representa o resultado de uma série de investimentos técnicos executados pela Portos RS em articulação com a Autoridade Marítima e a Praticagem. O conjunto de ações incluiu dragagem de canais, levantamentos batimétricos, modernização da sinalização náutica e validação operacional das condições de navegabilidade. Também foi autorizada, de forma complementar, a liberação da navegação no período noturno, ampliando a flexibilidade operacional.

De acordo com o secretário de Logística e Transportes do Estado, Juvir Costella, o retorno da navegação de longo curso representa uma operação fundamental para potencializar o desenvolvimento econômico do estado. "A consolidação desse modelo operacional não apenas significa um avanço para o modal hidroviário, como também se torna muito importante para alçar o Rio Grande do Sul a maiores investimentos e atrair novos modelos de negócios para o setor", destacou.

Segundo a Portos RS, o programa de dragagem estruturado para garantir a navegabilidade plena prevê investimentos da ordem de R$ 258 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). As intervenções abrangem áreas estratégicas da Lagoa dos Patos, Lago Guaíba, Rio Jacuí e trechos associados. Também foram contratados levantamentos hidrográficos contínuos para atualização permanente dos dados fornecidos à Marinha do Brasil.

"A retomada da navegação de longo curso e a liberação da navegação noturna são resultados de planejamento, investimento contínuo e compromisso com a segurança da navegação. Reestruturamos a hidrovia com dragagem, batimetria e um contrato de sinalização náutica continuado. Hoje, podemos contar com uma hidrovia confiável, segura e preparada para sustentar o crescimento da atividade portuária", destacou o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

Com a nova configuração operacional, o Porto de Porto Alegre passa a integrar novamente a rota internacional de cargas, ampliando sua relevância no sistema portuário nacional. A chegada do Equinox Eagle inaugura essa nova fase, evidenciando a capacidade técnica do terminal em receber e movimentar embarcações com perfil de longo curso.

 como também se torna muito importante para alçar o Rio Grande do Sul a maiores investimentos e atrair novos modelos de negócios para o setor", destacou.

Segundo a Portos RS, o programa de dragagem estruturado para garantir a navegabilidade plena prevê investimentos da ordem de R$ 258 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs). As intervenções abrangem áreas estratégicas da Lagoa dos Patos, Lago Guaíba, Rio Jacuí e trechos associados. Também foram contratados levantamentos hidrográficos contínuos para atualização permanente dos dados fornecidos à Marinha do Brasil.

"A retomada da navegação de longo curso e a liberação da navegação noturna são resultados de planejamento, investimento contínuo e compromisso com a segurança da navegação. Reestruturamos a hidrovia com dragagem, batimetria e um contrato de sinalização náutica continuado. Hoje, podemos contar com uma hidrovia confiável, segura e preparada para sustentar o crescimento da atividade portuária", destacou o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger.

Com a nova configuração operacional, o Porto de Porto Alegre passa a integrar novamente a rota internacional de cargas, ampliando sua relevância no sistema portuário nacional. A chegada do Equinox Eagle inaugura essa nova fase, evidenciando a capacidade técnica do terminal em receber e movimentar embarcações com perfil de longo curso.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Transporte marítimo de contêineres enfrenta cenário incerto pelas mudanças nas declarações políticas


 

Esta semana, o transporte marítimo de contêineres enfrentou mais uma vez um cenário incerto, marcado por mudanças nas declarações políticas, tensões comerciais e ajustes operacionais ligados à sazonalidade. O especialista em indústria marítima, Lars Jensen, analisou uma série de eventos que alteraram as expectativas do setor nos últimos dias.

Um dos fatores mais disruptivos é a política comercial dos Estados Unidos sob a liderança de Donald Trump. O presidente anunciou o cancelamento das tarifas punitivas que havia ameaçado impor à Groenlândia e a outros oito países, afirmando que agora existe "uma estrutura para um plano" referente ao seu interesse declarado em incorporar a ilha aos EUA. No entanto, o próprio texto inclui um alerta que deixa claro que não se trata de um acordo finalizado, mas sim de uma base ainda frágil.

O secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, por sua vez, confirmou a existência dessa estrutura, mas evitou fornecer detalhes e esclareceu que a soberania da Groenlândia não fazia parte das discussões. Trump, por sua vez, mencionou que o plano incluiria minerais de terras raras, a chamada “Cúpula Dourada”, e teria duração indefinida, embora tenha evitado responder se essa estrutura inclui a questão da propriedade da ilha. Para Jensen, o problema é a falta de informações oficiais:

“Esta declaração de Trump e a breve declaração de Rutte são as únicas informações disponíveis no momento da redação desta atualização”, escreveu ele em 22 de janeiro. Enquanto isso, o Parlamento Europeu decidiu suspender a ratificação do acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, que previa tarifas zero para diversos produtos americanos. Ainda não está claro se esse processo será reativado, adicionando mais uma camada de imprevisibilidade ao transporte marítimo transatlântico.

A instabilidade também se estende ao Cone Sul. O acordo comercial recentemente assinado entre a UE e o Mercosul agora enfrenta um atraso potencialmente significativo. Uma pequena maioria no Parlamento Europeu solicitou ao Tribunal de Justiça da União Europeia que revise se o tratado está em conformidade com os marcos legais existentes. Esse processo pode levar de um a dois anos.

Para Jensen, isso demonstra que “a UE também entrou no domínio de fazer anúncios de política comercial altamente instáveis ​​e imprevisíveis”. No âmbito operacional, o impacto do Ano Novo Chinês está sendo sentido novamente com força. A Maersk anunciou o cancelamento de duas viagens da Ásia para a África do Sul e uma para o Golfo Pérsico, refletindo a desaceleração sazonal.

Somado a isso, há uma mensagem da Comissão Marítima Federal dos EUA (FMC), que recomendou o fechamento da brecha na Taxa de Manutenção Portuária para cargas que entram no país via México ou Canadá. Essa medida está ligada à Ordem Executiva “Restaurando a Dominância Marítima dos Estados Unidos”, que estabelece uma sobretaxa adicional de 10% sobre cargas que chegam por portos vizinhos. No entanto, Jensen destaca que, até o momento, a Ordem Executiva solicita ao Secretário de Segurança Interna que elabore uma legislação sobre o assunto e, “pelo que posso ver, tal legislação não existe”, observa ele, deixando a iniciativa em um limbo.

Outro elemento-chave é o complexo retorno das travessias pelo Canal de Suez. A CMA CGM anunciou que voltará a desviar seus serviços ‘FAL-1’, ‘FAL-3’ e ‘MEX’ pela África, gerando especulações sobre uma possível deterioração da segurança no Mar Vermelho. No entanto, Jensen descarta essa interpretação como a principal.

“Não creio que essa seja necessariamente a interpretação correta”, afirma. Os serviços ‘FAL-1’ e ‘FAL-3’ haviam retornado recentemente ao Canal de Suez em suas viagens de volta à Ásia, principalmente com contêineres vazios ou cargas de baixo valor. Segundo o analista, seguradoras e proprietários de cargas ainda não se sentem confortáveis ​​com esse trânsito. Além disso, acrescenta, o momento desempenha um papel decisivo. Os primeiros navios que retornaram via Suez teriam chegado à China pouco antes do período de pico que antecede o Ano Novo Chinês, concentrando muita capacidade em um curto período. O retorno contornando a África, por outro lado, cria uma lacuna nas chegadas na fase subsequente, quando os cancelamentos são tradicionalmente mais frequentes. Nesse contexto, Jensen conclui que a decisão da CMA CGM "é operacional e comercial, relacionada à demanda de carga em torno do Ano Novo Chinês, e não deve ser vista principalmente no contexto da segurança".