segunda-feira, 29 de junho de 2020

Portos ampliam medidas de sustentabilidade visando ao pós-pandemia

          A crise sanitária provocada pelo novo coronavírus nos impõe reflexões importantes sobre o futuro das próximas gerações. E esse debate atravessa questões relacionadas à qualidade de vida e ao meio ambiente.
          Desse modo, os diversos setores da economia já entendem que o processo de retomada no contexto de pós-pandemia precisa andar de mãos dadas com as questões ambientais.
          Os portos brasileiros, entendendo o impacto que sua atividade pode provocar no meio ambiente e na cidade do entorno, vêm buscando intensificar não apenas o cuidado com a saúde da comunidade portuária, como também ações e projetos visando à sustentabilidade e a garantia da qualidade de vida da população.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Moody's projeta uma economia global mais fragmentada e protecionista após a crise sanitária


          "O coronavírus parece estar pronto para acelerar a tendência em direção a uma economia global ainda mais fragmentada e protecionista, com blocos econômicos concorrentes e restrições ao comércio, investimento e transferência de tecnologia".
          O diagnóstico aparece em um relatório da Moody's, intitulado "O coronavírus moldará e acelerará globalização, tendências econômicas, comerciais e de consumo ", documento que coloca a pandemia é uma crise mundial de proporções históricas que provavelmente resultará em mudanças fundamentais na maneira de operar economias, sociedades e empresas, sendo a fragmentação indicada do comércio mundial um deles.
          De acordo com o relatório da Moody's, é provável que a crise reforce as atitudes contra a globalização, principalmente porque países e regiões pretendem se tornar mais auto-suficientes à luz da escassez de suprimentos críticos que muitos encontraram durante a pandemia.
          "Essas mudanças alterarão a produção, o fornecimento e o comércio de vários tipos. O suporte a políticas será um fator determinante para as empresas encurtarem ou diversificarem as cadeias de suprimentos", afirmou o relatório. 
          "O coronavírus parece estar pronto para acelerar a tendência em direção a uma economia global ainda mais fragmentada e protecionista, com blocos econômicos concorrentes e restrições ao comércio, investimento e transferência de tecnologia".
          O diagnóstico aparece em um relatório da Moody's, intitulado "O coronavírus moldará e acelerará globalização, tendências econômicas, comerciais e de consumo ", documento que coloca a pandemia é uma crise mundial de proporções históricas que provavelmente resultará em mudanças fundamentais na maneira de operar economias, sociedades e empresas, sendo a fragmentação indicada do comércio mundial um deles.
          De acordo com o relatório da Moody's, é provável que a crise reforce as atitudes contra a globalização, principalmente porque países e regiões pretendem se tornar mais auto-suficientes à luz da escassez de suprimentos críticos que muitos encontraram durante a pandemia.
          "Essas mudanças alterarão a produção, o fornecimento e o comércio de vários tipos. O suporte a políticas será um fator determinante para as empresas encurtarem ou diversificarem as cadeias de suprimentos", afirmou o relatório. (imagem do Centro Financeiro de Nova Iorque)


Terminais marítimos de Santa Catarina pedem flexibilização do marco regulatório e maior segurança juridica

           Flexibilização do marco regulatório e maior segurança jurídica são as principais reivindicações do setor portuário catarinense, apuradas em webinar realizada nesta quinta-feira (25) pela organização da Logistique – Feira e Congresso de Logística e Negócios Multimodais. O seminário online abordou ainda a atual realidade dos portos catarinenses e a navegação de cabotagem como alternativa para aumento da competividade da produção industrial.
           Participaram da webinar o diretor do Departamento de Novas e Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias da Secretaria Nacional de Portos (SNP), Fabio Lavor Teixeira; os superintendentes do Porto de Itajaí, da Portonave Terminal Portuário Navegantes e da APM Terminal Itajaí; Marcelo Werner Salles, Osmari de Castilho Ribas e Aristides Russi Júnior; respectivamente, o presidente do Porto Itapoá Cássio José Schreiner, e o diretor presidente do Porto de São Francisco do Sul Fabiano Ramalho. A moderação foi do gerente para Assuntos de Transporte e Logística da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), Egídio Martorano.
             É fundamental que sejam criadas condições para que os terminais de uso privado (TUPs) se mantenham competitivos. Mas para que isso ocorra é crucial que haja menor regulação e maior segurança Jurídica”, diz Castilho, da Portonave. Opinião que é compartilhada pelo diretor presidente do Porto de São Francisco do Sul, que defende ainda a desburocratização no setor, principalmente para os portos públicos. “Vejo hoje como um grande desafio a criação de marcos regulatórios que minimizem a ingerência política e que possibilitem à iniciativa privada investimentos em infraestrutura”, acrescenta Ramalho.
             Para o superintendente do Porto de Itajaí, Marcelo Salles, faz-se necessária a criação de modelos de gestão que possibilitem uma maior autonomia das autoridades portuárias e também que a iniciativa privada possa investir em infraestrutura aquaviária, o que hoje é responsabilidade do Estado. Salles defende marcos regulatórios mais flexíveis, determinados pelo mercado. Inclusive, o Porto de Itajaí está incluído no plano de desestatização do governo federal, com leilão previsto para 2022.
            “Estamos desenvolvendo uma série de estudos junto a SNP na busca de um modelo de gestão ideal para o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, que se adeque à realidade do mercado e que promova a equalização do público com o privado”, diz Salles. O gestor defende o modelo de gestão portuária “LandLord Port”, adotado pela maioria dos portos do planeta para a exploração do seu sistema portuário. Nesse modelo a infraestrutura do porto é provida pelo Estado e o setor privado fica responsável pelo fornecimento de superestrutura e pela realização das operações portuárias, por meio de arrendamentos e concessões.
          Para Cássio Schreiner, do Porto Itapoá, o modelo de gestão ideal precisa ainda conciliar desenvolvimento econômico e gestão ambiental. Já a regulação deve ocorrer de forma natural e que seja determinada pela competitividade do mercado. Aristides Russi Júnior, da APM Terminals Itajaí, acrescenta que o modelo atual não é competitivo, principalmente para os terminais arrendatários, e que há uma grande expectativa com relação a um novo modelo.
          “Embora no nosso caso haja uma grande integração com a Autoridade Portuária, é crucial que ocorram mudanças nos marcos regulatórios e maior autonomia para os concessionários”, diz Júnior. O gestor destaca que Itajaí é um porto de grande interesse da APM Terminals [que opera terminais portuários em praticamente todos os continentes] e que é fundamental que a arrendatária tenha liberdade para definir preços e fazer investimentos, o que tende a agregar competitividade às operações do terminal.
          
Fábio Lavor, diretor do Departamento de Novas e Outorgas e Políticas Regulatórias Portuárias da SNP, disse que a desburocratização nos processos dos portos públicos, terminais arrendados e TUPs está entre as diretrizes da SNP e defende a flexibilização na regulação. Com relação a criação de um modelo de gestão ideal, Lavor destaca a necessidade de que sejam implementados modelos diferenciados, pois cada porto tem uma realidade e a gestão precisa ser adaptada a cada caso.  

Contecom Guayaquil reforça liderança entre portos equatorianos, mesmo com a pandemia


          A concessionária Contecon Guayaquil do porto marítimo de Guayaquil, Equador, "Libertador Simón Bolívar", localizado em Estero Salado, sul da cidade, ratificou sua liderança em serviços portuários no Equador durante os primeiros 6 meses de 2020.
          Segundo a operadora, a solvência, profissionalismo e capacidade da empresa permitiram que, no primeiro semestre do ano, e apesar da emergência de saúde causada pela pandemia Covid-19, CGSA, prestasse um serviço público ininterrupto a todos navios e processos programados.
          Dessa forma, a CGSA contribuiu para a Autoridade Portuária de Guayaquil, durante o período de janeiro a maio de 2020, um total de US $ 10,3 milhões; dos quais US$ 5.705.051,96 correspondem a royalties fixos e US$ 4.610.967,78 correspondem a contrapartida variável.
          A concessionária também informou que entregou pagamentos à Subsecretaria de Portos e ao Serviço Nacional de Alfândega do Equador, SENAE, por um total de US$ 1,5 milhão; dos quais US$ 970.730,05 foram alocados à Subsecretaria de Portos e US $ 565.898,13 foram arrecadados pela Alfândega do Equador.
          Esses valores geram uma contribuição para o Estado no período mencionado, no total de US$ 11.852.647,92. Cabe ressaltar que a CGSA movimenta entre 40% e 45% da carga portuária de Guayaquil; no entanto, gera 90% dos pagamentos entregues.


quinta-feira, 25 de junho de 2020

Porto de Imbituba realiza desembarque de equipamentos eólicos vindos da China

           O Porto de Imbituba foi palco do desembarque de equipamentos eólicos na semana passada. A importação chegou da China no navio "DA GUI", que atracou no Cais 2 e desatracou no dia seguinte. Durante a operação especial, a equipe técnica de trabalhadores portuários realizou a movimentação de 3 pás de aproximadamente 67 metros de comprimento e cinco partes de torre que, quando montados, formarão a turbina eólica. Também foram descarregados três componentes ("hub", "nacelle" e "drivetrain") e um contêiner com equipamentos para a montagem de aerogeradores.
          A movimentação de grandes cargas de projeto é um know-how que vem sendo explorado pelo porto público do sul de Santa Catarina. No início do ano, também foram embarcados transformadores e geradores de grande porte. Nesta operação foram utilizados guindastes do próprio navio, além de carretas especiais para o deslocamento das peças até o pátio de armazenagem. A operação portuária foi realizada pelas operadoras Simetria Logística e Santos Brasil, arrendatária do Terminal de Carga Geral do Porto de Imbituba.
          Os equipamentos serão transportados até o Parque Eólico da Honda Energy na cidade de Xangri-Lá (RS), onde já existem nove aerogeradores. Inaugurado em 2014 pela subsidiária da Honda Automóveis no Brasil, o parque produz energia 100% limpa e renovável que é distribuída para a fábrica, escritórios e centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa. Desde a sua criação, o parque evitou a emissão de mais de 24 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.


Cabotagem cresce 11% no Brasil de janeiro a abril, apesar da pandemia


          A pandemia de coronavírus (Covid_19) não teve repercussões, geralmente no transporte costeiro no Brasil. Pesquisa realizada pelo Ministério da Infraestrutura, com base em dados estatísticos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), revela um aumento de 11,3% em volume entre janeiro e abril de 2020, em comparação com os mesmos quatro meses do ano. anterior. No total, o setor transportou 60,8 milhões de toneladas no período.
          O impacto no manuseio da cabotagem está relacionado ao crescimento do transporte de granéis líquidos e gasosos (10,1%), principalmente no setor de petróleo e derivados, e ao aumento de 58,1% no transporte de granel sólido nos primeiros quatro meses do ano.
          "Apesar de ter os segmentos mais afetados durante a pandemia, o setor portuário demonstrou resistência aos efeitos da crise, mostrando crescimento significativo no fechamento dos dados nos primeiros quatro meses do ano, com ênfase no aumento de movimentos de cabotagem. Isso mostra que estamos no caminho certo ao projetar o programa 'BR do Mar', que visa melhorar ainda mais esse crescimento ", afirmou o ministro da Infraestrutura Tarcísio Gomes de Freitas.
          Em relação à carga geral, o setor portuário também registrou aumento de 3,7% no período, uma vez que 65,2% da carga era operada por portos privados e 34,8% por portos públicos. Em toneladas, o volume total transportado foi de 340,4 milhões. Mais uma vez, a movimentação de granéis líquidos e gasosos impactou os dados, após um aumento de 15,1% no período.
          Quanto ao volume, após janeiro houve queda de 30% no transporte de minério de ferro e soja, em relação a 2019, o setor se recuperou nos meses seguintes, com o minério de ferro mantendo o nível do ano acima, e petróleo e soja influenciando o resultado final positivo.


Ministério da Infraestrutura publica norma que traz mais organização ao sistema portuário

          Mesmo com o debate avançado sobre desestatização portuária no país, o Ministério da Infraestrutura publicou, no último dia 10, a portaria nº 61 com diretrizes para elaboração e revisão dos instrumentos de planejamento do setor portuário que, na análise de consultores, mantém a centralização decisória no poder concedente.
          Apesar disso, de acordo com eles, a nova norma trouxe mais organização e delimitação do papel de cada um dos planos: Planos Mestres (PM), Planos de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) e Plano Geral de Outorgas (PGO).
          A perspectiva é de que a clareza entre os instrumentos possa conferir mais segurança jurídica e previsibilidade aos investimentos.