domingo, 25 de junho de 2017

Simulado de derramamento de óleo no Porto de Santos tem 80% dos procedimentos considerados adequados

         As equipes de atendimento a emergências do Plano de Área do Porto de Santos e Região (Paps) foram acionadas 24 minutos após o início do primeiro simulado de derramamento de óleo no estuário do complexo marítimo, que ocorreu no fim da semana passada. Nas primeiras avaliações dos participantes do exercício, 80% dos procedimentos foram considerados adequados. Na próxima segunda-feira, vão começar a ser traçados os planos de ação para a correção de falhas. 
        A atividade foi realizada nas proximidades do terminal da Embraport, especializado na movimentação de contêineres e que fica na Margem Esquerda do Porto, na Área Continental de Santos. O exercício simulou a colisão de um navio durante a manobra de atracação no berço 1 da instalação portuária. Com isso, houve o derramamento de 200 metros cúbicos de óleo. 
         “Aqui no Porto, a gente tem pequenas ocorrências de manchas órfãs (quando não é identificada a fonte poluente), que são poucos litros, de cinco a dez. Esse é o cenário mais comum. Como este (do simulado) a gente nunca teve, mas as equipes devem estar preparadas e todos devem ter seus planos para atender esse tipo de situação”, destacou o coordenador do Paps, Jean Carlos Silva, que é funcionário da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o cais santista. 
         Segundo Silva, além dos problemas no meio ambiente, um vazamento de óleo deste porte pode causar perigo e mal-estar para a população que vive no entorno. Prejuízos com a interrupção do transporte de cargas e de passageiros no Porto também são possíveis impactos de um incidente deste tipo no canal de navegação. 
         No exercício, as equipes do Plano de Emergência Individual (PEI) da Embraport foram as primeiras a chegar ao local do vazamento. Isto foi possível graças ao sistema de monitoramento das operações, que flagrou o momento do vazamento. 
         Em seguida, diante do volume de óleo derramado no estuário, 13 minutos após o incidente simulado, foram acionadas as equipes da Codesp. Mas, para aumentar a capacidade de atendimento, houve o acionamento do Paps, que concentra 47 empresas que atuam no cais santista. 
         “Onde houve a colisão do navio, foi feita a contenção. Ele foi cercado em 360 graus. No segundo instante foi feita proteção para a entrada (fluvial) da Ilha Diana. Lá, nós temos uma concentração de área sensível e comunidade, então são áreas prioritárias de proteção”, destacou o coordenador do Paps. 
         Também foram colocadas barreiras de contenção na linha férrea que passa sobre o acesso ao Canal de Bertioga e na margem junto à Base Aérea de Santos. Cerca de 20 embarcações atuaram no simulado.
Alguns desses barcos faziam o recolhimento de animais atingidos pela mancha de óleo. Para isso, foram utilizados bichos de pelúcia que seriam, principalmente, aves que habitam na Área Continental de Santos, como o guará-vermelho. 
         “As equipes de proteção à fauna oleada também atuaram. Elas simularam a coleta de espécies oleadas, com procedimentos de estabilização dos indivíduos, num primeiro momento, para que eles sejam reabilitados depois”, explicou o coordenador do Paps. 
         Para o biólogo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Carlos Ferreira Lopes, por se tratar do primeiro simulado deste tipo, o momento é de aprendizado para todas as empresas e órgãos envolvidos. 
         “Uma emergência de porte mais significativo envolve mais recursos, mais pessoas, mais instituições e tudo isso tem que estar muito bem alinhado ao plano para que isso ocorra de forma harmoniosa e integrada”, destacou o representante da agência ambiental. 
         Além da Cetesb, da Codesp e do terminal onde foi realizado o exercício, equipes do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama), da Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP), da Defesa Civil de Santos e do Exército participaram do simulado, assim como empresas especializadas.

Governo do Panamá quer transformar o país em centro logístico de nível global

         O Gabinete Logístico do Governo do Panamá apresentou a Estratégia Logística Nacional para consolidar as bases que permitirão transformar o país em um centro logístico de categoria mundial. O documento foi amplamente discutido nos segmentos públicos e privados, e definiu a linha que deverá ser seguida nos próximos 15 anos.
        O ministro da Presidência (espécie de chefe da Casa Civil), Álvaro Alemán, que dirige o Gabinete, explicou que a estratégia foi desenvolvida pelo órgão com apoio do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). "É um projeto de país, uma proposta sólida cujas bases se cimentam no diálogo constante com a empresa privada, sempre buscando os melhores interesses para o Panamá. Identificamos os temas prioritários que devemos impulsionar nos próximos anos", afirmou.
        Já a coordenador do Gabinete, Ana Reyes, disse que a ampliação do Canal (do Panamá) deve ter a responsabilidade e traçar a estratégia a ser observada. "A estratégia reafirma a visão de converter o Panamá em um Hub logístico de classe global, o que implica em ser líder em inovação em serviços de distribuição, impulsionar projetos de integração logística com o resto da nação panamenha, aproveitando ainda a posição geográfica do país, que possibilita uma ampla conectividade global", argumentou.
         O empresário Enrique Clement, valorizou a iniciativa do governo de buscar parceria com o setor privado, para juntos construírem esta estratégia. "Nos foi permitido aportar ao projeto ideias para atender melhor os interesses do Panamá. Apresentamos, também, propostas para aperfeiçoar os processos do sistema logístico", destacou."(imagem da Cidade do Panamá) 
         

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Mapa revisa normas de inspeção em frigoríficos para reverter suspensão de exportação de carne in natura para os EUA


         O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) está revisando as normas de inspeção em frigoríficos para atender as exigências dos Estados Unidos, que nesta quinta-feira (22) suspenderam temporariamente a importação de carne in natura do Brasil em razão de presença de abcessos em alguns cortes, disse o ministro Blairo Maggi. “Vamos ter uma metodologia de inspeção ainda mais rigorosa.” Maggi informou que viajará aos EUA, assim que a nova instrução normativa (IN) sobre o assunto estiver pronta, para negociar a fim do embargo ao produto brasileiro.
         “Quando os americanos receberem as informações do Brasil, vou até os Estados Unidos, com uma equipe do Mapa, para fazer as discussões necessárias para reestabelecer as importações de carne in natura para esse mercado tão importante que conquistamos nos últimos anos”, acrescentou o ministro. Maggi enfatizou que o Brasil lutará para retomar a venda de carne fresca
ao país, por ser um mercado muito importante.
         O ministro lembrou que o Brasil já havia descredenciado cinco de 13 plantas frigoríficas habilitadas a exportar carne in natura para os EUA. “Assim que recebemos a informação da presença de abcessos nos cortes, tomamos essa providência”. Segundo ele, o abcesso pode ser resultado de reação a componentes da vacina contra a febre aftosa.  “Vamos abrir imediatamente uma sindicância para ver o tipo de reagente utilizado e se, de fato, ele está causando esses resíduos nas carnes enviadas para lá.”
         Maggi reiterou ainda que o Mapa está atento à questão. “Não é um assunto que surgiu hoje. Tanto que já havíamos feito a suspensão voluntária de cinco plantas para evitar
embargo. Agora vamos correr atrás, vamos tentar resolver esse assunto o mais breve possível, já que a pecuária brasileira passa por um momento de dificuldade com preços baixos para os produtores e o mercado americano é importante para manter as cotações de bovinos no Brasil.”


Tráfego de navios no Canal do Panamá supera expectativa no primeiro ano da duplicação

        A Autoridade do Canal do Panamá afirmou que nos últimos 12 meses as rotas comerciais globais têm sido redesenhadas e seu impacto positivo foi sentido em todo o mundo. Um ano após a ampliação da travessia, o órgão encarregado pela via considerou que a obra superou as expectativas que levaram à sua construção.
          "Em seu primeiro ano de operações, o Canal ampliado bateu recordes e ultrapassou constantemente as previsões", declarou a ACP, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23). Pelo Canal passam 5% do comércio marítimo mundial. A ampliação foi feita para permitir que embarcações de até 14 mil contêineres, o triplo da capacidade anterior, atravessem seus 80 km.
       Mais de 1.500 navios neopanamax, de 366m de comprimento e 49m de largura, transitaram nas novas eclusas. O administrador da ACP, Jorge Quijano, disse que em 2025 poderá haver uma nova ampliação em função da demanda que a rota teve.

"Fórum de Logística da Câmara Brasil/Alemanha no Sul é uma iniciativa consolidada", diz Renê Wlach



         O vice-presidente da Câmara Brasil/Alemanha no Rio Grande do Sul, Renê Wlach, afirmou que a quinta edição do Fórum de Infraestrutura e Logística, promovido pela entidade mostrou a consolidação da iniciativa. "Ela foi concebido durante a crise econômica do Brasil e vem se estruturando com um tema sempre atual, e necessário para a logística de cargas, pessoas, e a geração de riquezas do município ao pais", explicou.
         "Este fórum teve a felicidade de reunir os modais, que proporcionaram ao publico uma excelente oportunidade de interação e conhecimentos diversos, tendências, e previsões de cenários, assim como inovacçõs como foi o caso do AIRSHIP", comemorou Wlach, que também é diretor comercial do Tecon Rio Grande.
         "Acreditamos que o Rio Grande do Sul está, novamente, entrando em uma rota de crescimento com a chegada da FRAPORT (empresa alemã, que administra dezenas de aeroportos pelo mundo), que irá administrar o Aeroporto Internacional Salgado Filho, de Porto Alegre, e transformar este complexo em um HUB de cargas e pessoas para o Mercosul", prognosticou o dirigente.
        Outro ponto de destaque abordado por Wlach foi a necessidade de concluir a duplicação da BR-116 "É um objetivo e foco de toda a sociedade, prefeituras localizadas em seu curso, assim como entidades de classe e governo que estão envolvidas em dialogar com o poder público para a finalização da rodovia (atualmente paralisada na quase totalidade da obra, por falta de recursos)", citou ele.
         "A participação do governo gaúcho, com o secretário dos Transportes Pedro Westphalen, e do diretor geral da Antaq, Adalberto Tokarski, igualmente abrilhantou o fórum, com suas inserções e pontos de vista", destacou o vice-presidente da Câmara Alemã.
        Como vice-presidente da AHK-RS e coordenador dos trabalhos deste fórum, realizado no Novotel, em Porto Alegre, Wlach disse ter ficado muito feliz em poder contar com as empresas patrocinadoras, que viablizaram o evento, assim como a expressiva presença de público, tendo inciado o evento com aproximadamente 170 pessoas (empresários e executivos de atividades ligadas ao comércio exterior, principalmente). "Ao concluir os trabalhos, no final da tarde, haviam 123 pessoas interessados nos temas, foi muito gratificante, ressaltou Wlach".

Codesp vai apresentar opções de locais para queima de produtos tóxicos no complexo portuário santista

          A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a estatal que administra o Porto de Santos, deve apresentar nesta sexta-feira (23), opções de locais para a queima dos produtos tóxicos – entre eles, fosfina – que estão em 115 cilindros encontrados em um armazém do cais. O prazo foi dado pelo Ministério Público de Guarujá, após a Prefeitura negar a incineração dessas cargas perigosas no município. 
         Há cerca de dois anos, técnicos da área de Meio Ambiente da Codesp descobriram os produtos perigosos em armazéns que ficam no Centro de Santos. A estimativa é de que a carga esteja no local há 20 anos. 
         Apesar de aparentarem bom estado, os cilindros com produtos tóxicos e explosivos perderam a garantia de controle de suas válvulas. Por isso, a necessidade de uma destinação adequada para o material.
O plano da Docas era queimar os cilindros na Base Aérea de Santos, no distrito de Vicente de Carvalho. O material seria retirado do Centro de Santos, carregado em uma embarcação e levado até a unidade da Aeronáutica, que fica às margens do canal de navegação. 
         No entanto, a Prefeitura de Guarujá é contra a queima no município por conta dos riscos que podem ser causados à população. Segundo a Codesp, se um dos cilindros apresentar vazamentos, existe a possibilidade de explosões e vazamentos de gases tóxicos. O problema ainda poderia ocasionar a evacuação de vários bairros da cidade. 
         Por isso, na última segunda-feira (19), o Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema) de Guarujá fez uma audiência pública para discutir o assunto e, diante dos riscos, rejeitou a queima ou o armazenamento desses produtos químicos.
         Mas, mesmo assim, de acordo com o secretário de Meio Ambiente de Guarujá, Sidnei Aranha, a Codesp não desistiu da ideia. Em reunião com o Ministério Público no Município, a estatal que administra o cais santista se comprometeu a encaminhar alternativas para o descarte dos produtos perigosos.
          “A coisa está mal conduzida. Se discute a recusa (de Guarujá) mas não a solução do problema, que está em Santos”, disse Aranha. “Guarujá se sensibiliza com o problema, mas ele não está no município”.
O secretário de Meio Ambiente de Guarujá destaca, ainda, a necessidade de apontar responsabilidades nesta questão. Isto porque os cilindros foram identificados há dois anos e, até agora, a população está exposta a riscos. Procurada, a Codesp não respondeu aos questionamentos.

Porto de Itaqui lança projeto de automação operacional

         O Porto do Itaqui acaba de apresentar à comunidade portuária seu projeto de automação e otimização operacional. Em andamento desde janeiro, o projeto está sendo elaborado a partir da implantação da plataforma TOS+, desenvolvida pela Athenas Tecnologia em Logística. A Empresa Maranhense de Administração Portuária (EMAP), que administra o Porto do Itaqui, reuniu todas as empresas que atuam no porto organizado para apresentar os benefícios e avanços que a tecnologia trará aos processos portuários.
         “Estamos saindo de um processo de gestão portuária da década de 1970, com formulários preenchidos à mão, para um sistema digital e automatizado. A meta é otimizar as operações no Porto de Itaqui, com redução de tempo e de recursos, ampliando a segurança nos acessos e gerando maior confiabilidade nos processos de movimentação de carga”, explica José Antonio Magalhães, diretor de Operações da EMAP.
          Itaqui é um dos primeiros portos públicos do país a adquirir essa tecnologia, que abrange toda a gestão operacional de terminais portuários, desde o pedido de atracação até a emissão de relatórios de faturamento, cobrindo também toda a parte legal, já que o sistema é integrado com todos os portais necessários, como o da Receita Federal e Siscomex. 
         “A extensa atuação do Porto do Itaqui – composto por vários terminais, com diversos modais, como ferroviário, rodoviário, marítimo e cabotagem, além de operação com todos os tipos de carga, contêiner, granel sólido, granel líquido e carga geral – exige uma tecnologia robusta. O TOS+ inova ao contemplar todos estes itens, pois é um sistema modular, que se ajusta às diversas necessidades dos terminais”, afirma Marcos Barcellos, CEO e sócio da Athenas