terça-feira, 30 de outubro de 2018

Argentina investirá quase US$ 50 milhões no Corredor Bioceânico até o Chile


          O Governo da Província de Mendoza e a autarquia Vialidad Nacional de Argentina abriram os envelopes dos concorrentes na licitação para a melhora do Corredor Bioceânico até o Chile através da Ruta 7. Segundo o governador Alfredo Cornejo, além de ampliar a rodovia no trecho de Água de lãs Avispas com Potrerillos, serão realizados trabalhos de segurança na via que liga esta última localidade a Uspallata, com defensas antialuviões, informou a publicação Los Andes.
          “Estamos atuando muito sobre o caminho de ligação com o Chile porque é um motor de desenvolvimento para Mendoza. Necessitamos mais comércio exterior com este valor do dólar competitivo e para isso devemos ter vias acessíveis”, afirmou Cornejo. Os investimentos para a realização total das obras ficará próximo de US$ 30 milhões, em um prazo estimado em 15 meses.
          O primeiro projeto, que contempla a repavimentação de 23 quilômetros do corredor desde Potrerillos (km 1.096) até o acesso ao complexo Aguas de Pizarro (Kim 1.073) recebeu 12 ofertas de 14 empresas. Os trabalhos a executar incluem a pavimentação de pistas, a prolongação de carris adicionais para adaptar o corredor a modalidade de rota segura, construção de quatro pontes e de um intercambiador no acesso a Villa de Potrerilos (RP 89).
          A reabilitação do trecho se somará a repavimentação do corredor entre Potrerillos e Uspallata (45 km), licitação para a qual se apresentaram 12 ofertas. O segundo projeto objetivará a instalação de um novo sistema de segurança contra o desabamento de rochas ao largo de 45 quilômetros, entre Uspallata e Potrerillos e contou com a participação de cinco empresas, e um total de três ofertas.
          O sistema de segurança compreende a instalação de um molhe de sustentação reforçada, uma rede de anéis e barreiras dinâmicas, desenhadas para interceptar e reter a queda de pedras. Além disso, serão feitas limpezas e remoções de materiais para o funcionamento do sistema. A obra deverá ser concluída em um prazo de 24 meses, a partir do início dos trabalhos. (imagem da Cidade de Mendoza)

Mercado reage com otimismo a resultado da eleição presidencial


          A reação do mercado diante do resultado das eleições, com a vitória de Jair Bolsonaro na corrida presidencial, foi positiva, afirmaram nesta segunda-feira (29) especialistas. Para o coordenador do Centro Macro Brasil da Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas, Marcelo Kfoury, o mercado está vivendo uma espécie de “lua de mel” com a ascensão de Bolsonaro.
          Ele disse que o resultado não foi uma surpresa, "tanto que o câmbio já vinha oscilando para baixo, em torno dos US$ 3,60, e hoje chegou a empatar com a cotação da última sexta-feira". Em relação à bolsa de valores os negócios ganharam um pouco mais de impulso ancorados nesse "otimismo”.
          O que surpreendeu, segundo o economista, foi o resultado divulgado nesta segunda-feira (29), do Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, que caiu em dois pontos, em outubro, passando para 94,1 pontos, o mais baixo desde setembro de 2017 (93,4 pontos), na terceira queda seguida.
          Kfoury  acredita na reversão, com a retomada do otimismo do setor e a possibilidade de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) ainda no primeiro trimestre de 2019. Em sua análise, as atenções estarão muito voltadas daqui para a frente para a estratégia a ser usada pelo presidente eleito na obtenção de votos da maioria no Congresso Nacional para a aprovação de medidas importantes e de anseio do mercado como as reformas da previdência e do sistema tributário.
          “Ele pode ter uma pegada mais populista, atendendo interesses corporativos e usar a tática do toma lá da cá”, disse o economista, demonstrando que todas as ações serão atentamente acompanhadas pelo mercado. "Por enquanto, há boa expectativa de que se prossiga na linha que já vinha sendo defendida pelo atual presidente. “Qualquer divergência vai ser analisada na lupa.”
        Para o economista da Tendências Consultoria, Silvio Campos Neto, o mercado demonstra a expectativa de que será mantida uma linha ortodoxa e mais liberal na condução da economia. “Uma linha como a que já vinha sendo adota nos últimos dois ano e que favorece a precificação dos ativos”, afirmou.
          No entanto, o economista disse que há um compasso de espera quanto à real capacidade de se colocar em prática as medidas defendidas durante a campanha, bem como no discurso do futuro ministro da economia, Paulo Guedes. Para Campos Neto, ainda pairam incertezas em torno do apoio a ser conquistado pelo novo governo no Congresso Nacional com relação às mudanças pretendidas, tendo comoprioridade a reforma da previdência social. Outra missão assumida em campanha pelo presidente eleito, e que estará no radar do mercado, de acordo com o economista, é a promessa de um ajuste fiscal, visando reduzir o déficit público para que haja mais recursos destinados a investimentos.
          O economista justificou que, com base na agenda econômica proposta, o mercado acenou positivamente neste dia primeiro dia, após o resultado eleitoral, com a abertura dos negócios do Ibovespa em alta. Por volta das 11h30, o índice operava com alta de 1,4%. Já o dólar, iniciou o dia em queda, sendo comercializado a US$ 3,60. O valor da moeda norte-americana, na opinião do economista, não deve baixar muito além disso, em razão da falta de suporte no cenário econômico mundial.
          Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (APAS) manifestou a expectativa de que o novo governo desenvolva uma política alinhada a "fatores como geração de empregos, investimentos na qualidade da educação, diminuição da máquina pública e simplificação tributária”. A entidade defendeu ainda medidas que estimulem a livre concorrência, a privatização e venda de propriedades imobiliárias da União bem como a “manutenção do tripé macroeconômico vigente (câmbio flexível, meta de inflação e meta fiscal); a criação de novo modelo de carteira de trabalho baseada em vínculos empregatícios fixos ou contratos individuais; permissão legal para a escolha entre sindicatos; redução de alíquotas de importação e de barreiras não-tarifárias; simplificação de abertura e fechamento de empresas em até 30 dias; e estímulo à gestão do espaço rural pelos produtores”.

Novas portarias de acesso aos terminais públicos de Vitória estão com 90% das obras prontas


          As novas portarias de acesso aos terminais públicos do Porto de Vitória estão com 90% das obras prontas. Nesta fase de finalização dos serviços de engenharia, foi realizada visita técnica com especialistas nacionais e internacionais para validação da infraestrutura e debates sobre a implantação dos equipamentos de automação. O Porto de Vitória será o primeiro porto público do país a operar com essa tecnologia.
          A vistoria foi realizada de 22 a 24 de outubro. Durante esses três dias, o vice-presidente da Certus Port Automation, Benjie Wells, e o CEO da Ergos Group, subsidiária no Brasil, Maxwell Rodrigues, junto com suas equipes técnicas e colaboradores da CODESA acompanharam a etapa das obras e debateram sobre a instalação dos equipamentos.
          Segundo o presidente da Codesa, Luis Claudio Montenegro, a finalidade da visita “foi para avaliar a infraestrutura dos gates, que estão com 90% das obras concluídas para receber todos os equipamentos que farão a automação das portarias” A vistoria foi capitaneada pelo vice-presidente da Certus, responsável pela automação dos gates do porto de Roterdã, o maior porto marítimo da Europa, localizado na Holanda. Benjie Wells também acompanhou a implantação do sistema nos portos de Algeciras, na Espanha, e Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.
          “As portarias de Vitória e Capuaba receberão equipamentos idênticos. É tecnologia high level que será implantada”, destaca o CEO da Ergos Group. A vistoria e as reuniões, segundo informou, definiram as últimas ações para integração do sistema com a Autoridade Portuária, e a validação de todos os processos de entrada e saída de caminhões e cargas.
          A obra de automação dos gates faz parte de um projeto da Secretaria Nacional de Portos (SNP), chamado Cadeia Logística Inteligente – Portolog. A Codesa foi a primeira companhia docas a iniciar o projeto e a obra, estimada em R$ 25 milhões, está em fase de conclusão.
          A automação das portarias tem como um dos principais objetivos evitar as filas de veículos, tanto na capital como em Capuaba, Vila Velha. Os caminhões só entrarão no porto com horário pré-agendado: datas e horários de atracação dos navios passarão a ser sincronizados com o acesso dos caminhões, proporcionando agilidade e segurança.
         O Portolog faz parte de uma série de inovações que estão sendo implantadas no Porto de Vitória. Até o final deste ano está sendo aguardada a homologação das novas profundidades do Canal e dos berços do Porto de Vitória e concluída a obra do novo Cais de Atalaia. A previsão é inaugurar todas as ações em dezembro, com a presença do presidente da República Michel Temer.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Aumentam as exportações de glicerina pelo Tecon Rio Grande


          O Tecon Rio Grande, terminal de contêineres pertencente ao Grupo Wilson Sons, registrou aumento de 32% na movimentação de glicerina para o exterior. No último mês de setembro, a exportação de glicerina, usada como matéria-prima para produtos de higiene, limpeza e cosméticos, foi de 511 teus, 123 a mais do que em 2017 (388 teus).
           De janeiro a setembro deste no, foram movimentados 3.207 teus no terminal localizado no único porto marítimo do Rio Grande do Sul . O volume representou um crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.
           A alternativa de logística multimodal a Rio Grande via Contesc (foto), terminal de navegação interior localizado em Triunfo (RS), é um grande propulsor deste volume no Tecon Rio Grande. É que 28% do volume exportado chegou ao terminal via hidrovia, com destino final países do extremo Oriente e norte da Europa, principalmente.

Porto de Santos ultrapassa a marca de 100 milhões de toneladas de cargas movimentadas


          O Porto de Santos (SP), pela primeira vez, ultrapassou a marca histórica de 100 milhões de toneladas de cargas movimentadas entre os meses de janeiro e setembro. No período, foram 100,3 milhões de toneladas de mercadorias, 2,8% a mais do que nos nove primeiros meses do ano passado, quando 97,6 milhões de toneladas foram escoadas.
          Os dados fazem parte do levantamento estatístico mensal produzido pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária. O material é produzido com base nos volumes de movimentação de cargas informados pelos terminais do complexo marítimo.
          Nos nove primeiros meses do ano, 71,8 milhões de toneladas de mercadorias foram embarcadas no Porto, volume 1,1% maior do que no mesmo período do ano passado. Já outras 28,5 milhões de toneladas de produtos desembarcaram. Neste caso, a variação foi de 7,2% em relação ao verificado em 2017.
           Entre as cargas de maior destaque, está a soja, cuja movimentação atingiu 24,2 milhões de toneladas, quando somadas as variedades em grãos e farelo do produto. O crescimento é de 19,8% em relação à movimentação registrada entre janeiro e setembro do ano passado.
          Em contrapartida, os embarques de açúcar caíram 26%. Nos nove primeiros meses do ano, 11,6 milhões de toneladas da commodity foram embarcadas pelo cais santista. No mesmo período de 2017, o volume registrado foi de 15,6 milhões de toneladas.
          Entre as importações, o adubo foi a carga de maior destaque. Até setembro, 2,8 milhões de toneladas entraram no País pelo Porto. Apesar de expressivo, o movimento foi apenas 0,5% maior do que o registrado no ano passado.
          A movimentação de contêineres atingiu a marca de 3 milhões de teus (unidade equivalente a uma caixa metálica de 20 pés) nos nove primeiros meses do ano. Em relação a 2017, o crescimento é de 9,4%.  Entretanto, a movimentação mensal de contêineres caiu 1,7%, no cais santista, que atingiu a marca de 354.271 teus operados no mês passado.
          De acordo com os dados da Autoridade Portuária, o número de atracações registrou queda de 4,3% em setembro. No mês, foram 399 embarcações atracadas nos berços do complexo santista. Já no acumulado do ano, o fluxo de navios foi de 3.646, um aumento de 0,3% em relação aos três primeiros trimestres de 2017.