domingo, 7 de setembro de 2014

Ilícitos no comércio exterior prejudicam economia brasileira

O estudo "Brasil: Fuga de Capitais, Fluxos, Ilícitos e Crises Macroeconômicas, 1960-2012" revelou que o país perdeu em média o equivalente a 1,5% do PIB (Produto Interno Bruto), ao ano, neste período, com a entrada e saída de dinheiro de modo ilegal. O documento foi divulgado pela GFI (Global Financial Integrity), conceituada organização de pesquisa e consultoria, sediada em Washington, Estados Unidos. O economista-chefe da GFI, Dev Kar, ex-economista-sênior do Fundo Monetário Internacional, ainda ressalvou que "esse cálculo é extremamente conservador, porque a quase totalidade(92,7%) do fluxo ilegal estimado é oriundo do comércio de bens." O estudo também acusou os governos brasileiros nestas duas décadas de não enfrentar adequadamente os problemas referentes a fuga de capitais e às saídas ilícitas de recursos e sugere que o país adote duas medidas para coibir essas manobras que, na sua avaliação, enfraquecem a economia do Brasil: a primeira seria promover uma maior transparência em transações financeiras internacionais e nacionais e a segunda, intensificar a cooperação para que sejam fechados os canais nos quais fluem os capitais ilícitos no comércio exterior.

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