quinta-feira, 26 de dezembro de 2024

Porto de Shanghai ultrapassa barreira de 50 milhões de teus movimentados em um ano


O porto de Xangai tornou-se o primeiro do mundo a ultrapassar a marca dos 50 milhões de TEU num ano, consolidando a sua posição como o  terminal de contêineres mais movimentado do mundo durante 15 anos consecutivos, de acordo com o operador portuário Shanghai International Port (Group). Graças à melhoria constante da sua funcionalidade e à elevada qualidade dos seus serviços, o complexo chinês tornou-se um importante motor de crescimento do trânsito de contêineres.

“A taxa de transbordo no porto deverá atingir um recorde de 60% em 2024”, disse Yang Yanbin, vice-gerente geral do departamento de produção e negócios do Porto Internacional de Xangai (Grupo). Xangai ocupa o terceiro lugar entre os centros de transporte marítimo internacional, atrás apenas de Singapura e Londres, de acordo com o Índice de Desenvolvimento do Centro de Transporte Internacional Xinhua-Baltic 2024, divulgado no início de agosto.

 O Porto de Xangai não só atingiu a marca histórica de 40 milhões de TEUs em movimentação de contêineres, como também lançou a operação do seu terminal automatizado, ou a quarta fase do projeto do Porto de Yangshan. O terminal realizou uma movimentação combinada de contêineres de mais de 35 milhões de TEUs nos últimos sete anos.

Comparado com terminais convencionais, o terminal automatizado poupa 70% dos trabalhadores e aumenta a eficiência em 30%. O sistema automático de controle de gestão da produção intelectual portuária, ou sistema TOS, funciona como o cérebro do porto. O sistema foi pesquisado e desenvolvido de forma independente pelo Porto Internacional de Xangai (Grupo). Atualmente, as tecnologias portuárias automáticas foram aplicadas em 14 terminais na China e no exterior.

Publicada resolução que regula novos avanços para o setor naval e amplia benefícios do FMM

Foi publicada no Diário Oficial da União nesta semana a Resolução CMN nº 5.189, de 19 de dezembro de 2024, que regulamenta a aplicação dos recursos do Fundo da Marinha Mercante (FMM). A nova normativa traz avanços significativos para o setor naval, visando promover melhorias regulatórias e fortalecer a indústria.

Entre as principais mudanças, destacam-se a retirada do valor mínimo da taxa de juros nas condições de financiamento, o aumento do período de amortização para projetos de reparos e docagens, e a inclusão de novas taxas – a Taxa Fixa e a Taxa Fixa PMPE, conforme a Lei nº 14.937/2024. Além disso, a resolução também amplia o escopo de financiamentos, com a inclusão de Plataformas, Módulos de Plataformas e desmantelamento, o que visa simplificar processos e oferecer vantagens competitivas tanto para os estaleiros nacionais quanto para todo o setor naval.

A resolução foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e é resultado do trabalho conjunto do Ministério de Portos e Aeroportos e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, que coordenaram um grupo de trabalho formado por representantes de entidades públicas e privadas. Entre os parceiros envolvidos estão o BNDES, Transpetro, Petrobras, Sinaval, Abem,  ABDI, Tenaris, Abimaq, Abespetro, CONTTMAF/CNM-CUT, Dieese/CNM-CUT e Firjan.

Para Fernando Pimentel, coordenador geral de fomento do Ministério de Portos e Aeroportos, nova resolução vem coroar um ano excelente para a indústria naval, que demonstra claros sinais de retomada, como provam os mais de R$ 5 bilhões em contratos assinados no ano, ao melhorar as condições de acesso a fundo da marinha mercante e a sua atratividade. Já temos notícia de alguns projetos que aguardavam a aprovação da resolução para deslanchar, o que deve refletir em mais um ano de contratações recorde para o setor", disse. 

A nova resolução reflete os esforços do governo para reduzir os custos logísticos no Brasil, fortalecer a cadeia produtiva do setor naval e impulsionar a descarbonização do transporte nacional. O Fundo pode financiar até 90% do valor dos projetos pleiteados, com as condições de financiamento variando conforme o percentual de conteúdo nacional e o tipo de embarcação, parâmetros definidos na própria resolução.

 

STJ suspende liminar que pretendia impedir gestão do Porto de Itajaí pela APS

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Antônio Herman de Vasconcellos e Benjamin, deferiu pedido da União de suspensão dos efeitos da medida cautelar, concedida pela desembargadora Ana Cristina Ferro Blasi, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em ação movida pelo Ministério Público Federal, para evitar o encerramento do Convênio de Delegação 08/97 do Porto de Itajaí à Prefeitura local, impedindo, assim, o cumprimento, pela Autoridade Portuária de Santos (APS), de atender determinação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), para assumir a gestão do porto catarinense.

A iniciativa de prorrogar a delegação por mais 12 meses   e impedir a gestão do Porto de Itajaí pela APS, partiu da Associação Foro Metropolitano da Foz do Rio Itajaí-Açu, contrária à federalização e transferência da gestão do porto pela Prefeitura de Itajaí para o Governo Federal por meio do apoio da atual gestão do Porto de Santos. A gestão do Porto de Itajaí pela Prefeitura foi aprovada em 1997.

A entidade argumentou que não pode haver a retomada pela União sem que, antes, seja elaborado plano de transição apto a garantir a continuidade das operações portuárias e os investimentos realizados na área. A associação já teve negada liminar nesse sentido em primeiro grau, mas entrou com agravo de instrumento junto à Justiça Federal.

A desembargadora, ao conceder cautelar recursal ao agravo interposto, ressaltou o argumento de que a ausência de prova da adoção de métodos e processos gerenciais para a transição de gestão portuária implicará malferimento ao princípio da proteção da confiança. Destacou, ainda, as trocas de ofícios entre a Municipalidade de Itajaí e o MPor no sentido de pleitear a prorrogação da delegação, que já havia sido prorrogada anteriormente e vence dia 1º de janeiro de 2025.

O ministro Herman Benjamin, ao decidir pela suspensão da cautelar, inicialmente lembrou que a solução do mérito, ou seja, o direito de Itajaí continuar na gestão do porto, “deverá ser enfrentada nas vias processuais adequadas”. E ressaltou: “Não cabe a este juízo, dessa forma, analisar sob o enfoque estritamente jurídico, se a liminar concedida no agravo de instrumento deve ser revogada ou mantida”.

O ministro destacou dois fatos: “O primeiro, de que o ente municipal, presumivelmente o maior interessado na prorrogação do convênio, não tenha judicializado por sua própria iniciativa a questão, com a antecedência recomendável”.

O segundo, “conforme demonstrado pela União, trata-se de situação de conhecimento público,… a crise na gestão do Porto de Itajaí, notadamente nos dois últimos anos (2023 e 2024) – coincidentemente o período de prorrogação do convênio.”

E mais: “Nesse contexto, causa algum grau de estranheza que, em matéria de tamanha complexidade, não apenas tenha o juízo local deixado de ouvir previamente a União (parte adversa), como ainda tenha proferido decisão impondo obrigação de não fazer com nítida incursão na discricionariedade administrativa, decisão essa que, no mínimo, abre espaço para a polêmica entre os limites, nem sempre claros, entre o livre exercício da função jurisdicional e a invasão de poderes”, afirmou o ministro.

Alertou, ainda, que a corte regional não teria “demonstrado haver considerado suas consequências práticas, amparando-se, ao que se infere, exclusivamente na análise de valores jurídicos abstratos”.

E deixou clara sua preocupação com possíveis danos, principalmente em decorrência da “paralisação dos serviços por dificuldade de arrendamento para empresas que atuam nesse segmento, paralisação na dragagem do Porto de Itajaí, entre outros, que indicam que a prorrogação forçada, via judicial, do Convênio de Delegação, é que pode causar lesão à ordem e economia públicas”.

Ao final, o presidente do STJ, assim se manifestou: “Defiro o pedido de suspensão dos efeitos da decisão impugnada até o julgamento, em segundo grau, de eventual Apelação da sentença a ser proferida na Ação Civil Pública n. 5041780-72.2024.4.04.7208”.

O Governo Federal lembrou que, ao longo da delegação à Prefeitura, custeou realinhamento dos berços 3 e 4 do Porto de Itajaí; alertou os gestores sobre a ausência de estrutura para movimentar graneis sólidos e líquidos, e também para a crise de relacionamento com  arrendatário, afetando a movimentação de contêineres e as relações trabalhistas.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, questionado a respeito, tem se manifestado no sentido de querer ajudar o Porto de Itajaí e atender ao MPor, “que vê todos os portos como parte do complexo portuário brasileiro, sendo que todos devem crescer, ajudar a corrente comercial do Brasil e o desenvolvimento do País com o escoamento eficiente das exportações e recebimento seguro das importações”.

 

Governo chileno autoriza a importação de abacate da variedade hass do Brasil

O governo brasileiro recebeu em pleno dia de Natal o anúncio do governo do Chile, da autorização para que o Brasil exporte abacate da variedade hass para aquele país. A autorização abre novas oportunidades para a fruticultura brasileira.

O Chile é um mercado de crescente importância para exportadores de abacate; o consumo "per capita" dessa fruta no país é de 8,2kg por ano. A medida vai ampliar a oferta de frutas para o consumidor chileno

Com o anúncio, o Brasil alcançou 222 aberturas de mercado em 2024, totalizando 300 novas oportunidades de negócio em 62 destinos desde o início de 2023. Esse resultado é fruto da ação coordenada entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Trump critica influência da China no Canal do Panamá e ameaça com retomada da via pelos EUA


 

O retorno de Donald Trump à Casa Branca deverá implicar em vários impactos no transporte marítimo e nas cadeias de abastecimento e, pelas suas recentes declarações, parece que a sua influência irá mais longe do que o esperado. Essa semana o presidente eleito dos Estados Unidos advertiu que o Canal do Panamá está cobrando “taxas de trânsito exorbitantes” aos navios navais e mercantes norte-americanos, e exigiu que elas fossem reduzidas, caso contrário, o Panamá deveria devolver o canal aos EUA.

Examinando o assunto, através de sua plataforma Truth Social, ele afirmou que “as taxas que o Panamá cobra são ridículas, especialmente sabendo da extraordinária generosidade que os EUA concederam ao Panamá”. Declarou que “esta fraude completa em nosso país irá parar imediatamente”. Mais uma vez, a China surge no pano de fundo da afirmação de Trump, que sugeriu que o canal corria o risco de cair em mãos erradas, aleertando que não é o país asiático quem deveria geri-lo.

Atualmente, a China, depois dos EUA, é o segundo cliente mais importante do Canal do Panamá. Além disso, a Hutchison Ports, com sede em Hong Kong, controla dois dos cinco portos adjacentes ao canal, um no lado do Atlântico e outro no Pacífico. Nesse sentido, Trump indicou que o Canal “não foi concedido em benefício de outros, mas simplesmente como uma demonstração de cooperação conosco e com o Panamá”.

O presidente eleito encerrou seus pareceres sobre o assunto destacando que “se não forem seguidos os princípios, morais e jurídicos, deste magnânimo gesto de doação, então exigiremos que o Canal do Panamá nos seja devolvido, na sua totalidade. Aos funcionários do Panamá, por favor, orientem-se adequadamente!” , recomendou.

Os EUA são responsáveis ​​por três quartos da carga que transita pela hidrovia interoceânica a cada ano. No entanto, o número de navios pertencentes ao Registro de Navios do país que transitam pelo Canal do Panamá é mínimo, uma vez que a frota mercante norte-americana corresponde a apenas 0,4% da frota global.

Por outro lado, uma seca prolongada este ano reduziu o número de trânsitos que podem ser feitos através dele, fato que se somou à Crise do Mar Vermelho e ao consequente bloqueio do Canal de Suez como fator de pressão nas cadeias de abastecimento que impulsionaram a inflação globalmente. A Autoridade do Canal do Panamá garantiu que a hidrovia interoceânica contribuiu com 2,47 mil milhões de dólares para o tesouro do Panamá no ano fiscal de 2024, marcando uma segunda diminuição anual consecutiva.

A história mostra que, em 1903, o Panamá estava em processo de separação da Colômbia e o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, apoiou a independência da nação centro-americana. Nesse mesmo ano, foi alcançado um acordo para conceder direitos permanentes aos EUA na área onde a construção começou em 1904.

A via foi inaugurada em 1914 e, em 1977, a Casa Branca concordou com o Panamá a devolução do território onde está o Canal. A devolução foi concluído em 1979. Posteriormente, em 1999, a administração total do canal seria transferida para mãos panamenhas. A atual infraestrutura do Canal do Panamá não é a mesma que foi desenvolvida durante a administração norte-americana, pois em 26 de junho de 2016, sob a soberania do Panamá, foi inaugurado o Canal Ampliado, que incluiu a construção de um terceiro conjunto de eclusas, que duplicou a capacidade da estrada, permitindo o trânsito de embarcações Neopanamax.

A obra teve um custo aproximado de 5,25 mil milhões de dólares, dos quais cerca de 3,15 mil milhões de dólares foram financiados com o fluxo de caixa gerado pela administração gerida pela Autoridade Marítima do Panamá, enquanto os restantes fundos foram financiados por uma série de entidades bancárias internacionais, incluindo o Banco Japonês de Cooperação Internacional (US$ 800 milhões), o Banco Europeu de Investimento (US$ 500 milhões), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) (US$ 400 milhões), a Corporação Financeira Internacional (US$ 300 milhões) e o Banco de Desenvolvimento da América Latina (US$ 300 milhões).

Antes da sua ascensão oficial ao poder, em 20 de janeiro, o presidente eleito já manifestou também a sua intenção de reiniciar a guerra comercial com a China, através do aumento das tarifas. Mas ele levou mais longe a sua promessa proteccionista ao anunciar que, em resposta à imigração e ao tráfico de drogas provenientes da China e do México, irá tributar as importações do Canadá e do México em 25% e impor uma tarifa adicional de 10% sobre os produtos provenientes da China que entrem por estas fronteiras. A reivindicação contra o Canal do Panamá enquadra-se neste contexto. Além disso.

 

MPor lança consulta pública do projto de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai

 

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deu o pontapé inicial para a consulta pública do projeto de concessão da Hidrovia do Rio Paraguai, marcando a primeira iniciativa do tipo no Brasil. A ação visa promover a transparência e a participação social na modelagem do projeto, que é considerado um marco para o setor hidroviário nacional.

O período para envio de contribuições, subsídios e sugestões sobre a modelagem e os documentos da concessão será de 26 de dezembro de 2024 a 23 de fevereiro de 2025. As minutas jurídicas e documentos técnicos relativos à Audiência Pública nº 18/2024 estão disponíveis neste link.

“É um marco na história da infraestrutura hidroviária brasileira. Estamos falando do maior projeto de infraestrutura em desenvolvimento regional na América do Sul, que é a Hidrovia do Rio Paraguai. Ele combina desenvolvimento sustentável e eficiência logística, oferecendo ganhos significativos para toda a cadeia produtora da região, além do desenvolvimento das empresas de navegação.”, afirmou o diretor-geral da ANTAQ, Eduardo Nery.

Durante o evento, houve uma apresentação técnica sobre o projeto realizado pela ANTAQ. A exposição foi conduzida pelo diretor Albert Vasconcelos, relator da matéria, e pelo superintendente de Estudos e Hidrovias, Bruno Pinheiro. Ambos detalharam os aspectos estratégicos e logísticos do empreendimento, que visa impulsionar o transporte hidroviário e integrar o agronegócio brasileiro à infraestrutura nacional.

A consulta pública é mais um passo para garantir um modelo robusto e alinhado às políticas públicas para o setor hidroviário. Na semana passada, a Agência encaminhou ao Ministério de Portos e Aeroportos os documentos relativos à modelagem da licitação. Após a análise da pasta. O processo reflete o compromisso do Governo Federal com a modernização e expansão da infraestrutura logística no Brasil.

Sobre a concessão

A Hidrovia do Rio Paraguai compreende o trecho entre Corumbá (MS) e a Foz do Rio Apa, localizada no município de Porto Murtinho (MS), e o leito do Canal do Tamengo, no trecho compreendido no município de Corumbá. A extensão total do projeto é de 600 km.

Nos primeiros cinco anos de concessão, serão realizados serviços de dragagem, derrocagem, balizamento e sinalização adequados, construção de galpão industrial, aquisição de draga, monitoramento hidrológico e levantamentos hidrográficos, melhorias em travessias e pontos de desmembramento de comboio, implantação dos sistemas de gestão do tráfego hidroviário, incluindo Vessel Traffic Service (VTS) e River Information Service (RIS), além dos serviços de inteligência fluvial. 

Essas melhorias vão garantir segurança e confiabilidade da navegação. O investimento direto estimado nesses primeiros anos é de R$ 63,8 milhões. O prazo contratual da concessão é de 15 anos com possibilidade de prorrogação por igual período.

Tarifa baixa e gratuita

Ainda segundo a modelagem, foi definido que somente será feita a cobrança de tarifa para a movimentação de cargas quando a concessionária entregar os serviços previstos na primeira fase do contrato. Em relação ao transporte de passageiros e de cargas de pequeno porte não haverá cobrança de tarifa.

A previsão de tarifa, pré-leilão, é de até R$1,27 por tonelada de cargas. O critério de licitação pode ser menor tarifa, por isso, esse valor ainda poderá ser reduzido. No entanto, existe a possibilidade, durante a realização da consulta pública, de alteração no critério do certame.

Movimentação

O transporte de cargas do Rio Paraguai, após a concessão, está estimado entre 25 e 30 milhões de toneladas a partir de 2030, o que significa um aumento significativo de movimentação em relação ao praticado atualmente. No ano passado, a hidrovia transportou 7,95 milhões de toneladas de cargas, um aumento de 72,57% em relação a 2022.

Em 2023, as hidrovias foram responsáveis por transportar mais de 157 milhões de toneladas de carga, quase 10% de todo o transporte aquaviário ocorrido no período. Esse volume de carga transportada tem um potencial ainda maior para ser desenvolvido e a busca por investimento privado nesse segmento vai ao encontro da busca por uma maior eficiência logística nacional.

Trafegabilidade

Com a concessão, a hidrovia vai contar com um calado de 3 metros quando o rio estiver cheio e de 2 metros em períodos de seca, o que vai garantir a trafegabilidade das embarcações durante todo o ano, ou pelo menos a maior parte dele.

Levando em consideração as estiagens extremas dos últimos anos, o contrato também prevê a distribuição adequada dos riscos com o concessionário com a criação da Zona de Referência Hidrológica Contratual, que consiste em avaliação estatística do comportamento hidrológico do Rio Paraguai.