A Portos RS divulgou
nesta terça-feira (21) os resultados das movimentações do período de janeiro a
maio de 2022. Os dados levam em consideração as operações realizadas nos cais
públicos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além dos terminais existentes
no complexo portuário de Rio Grande.
Entre os destaques do Porto do Rio Grande nos
primeiros cinco meses do ano estão as variações positivas do trigo, com
266.83%, milho, com 88.53%, cloreto de potássio, com 44.26%, e cavaco de
madeira, com 40.52%, em relação ao mesmo período do ano passado.
O total das
movimentações no porto marítimo do Rio Grande do Sul somaram de janeiro a maio
14.933.212 toneladas. Desse montante, 2.476.034 toneladas foram obtidas com a movimentação
de trigo, 518.131 toneladas com o milho, 554.076 com o cloreto de potássio e
631.983 com os cavacos de madeira. Já as movimentações de farelo de soja, soja
em grão, arroz, fosfatos, madeira, celulose e demais mercadorias atingiram a
marca de 11.271.118 toneladas.
Em relação ao mesmo
período do ano de 2020, o Porto do Rio Grande registrou uma pequena queda de
3.79% em sua movimentação total, em que no ano de 2020 foi de 15.552.279
toneladas. Enquanto, em 2022 foi de 14.933.212 toneladas.
De acordo com o
coordenador de desenvolvimento empresarial, planejamento portuário e tarifas da
Portos RS, Giovani Trindade, “a ruptura da cadeia de suprimentos é o principal
fator responsável pela elevação de preços e pela desaceleração da economia em
uma escala global, uma vez que a demanda por produtos como carros, petróleo e
semicondutores superou a capacidade de oferta”.
Ainda conforme
Trindade, a invasão da Ucrânia pela Rússia, que prejudicou as exportações da
Ucrânia e colocou a economia da Rússia sob sanções comerciais, tem gerado novos
gargalos na cadeia de suprimentos global. “Uma combinação de outros fatores,
tal como o aumento do número de casos de Covid-19 na China, o congestionamento
portuário na costa oeste dos Estados Unidos e a falta de contêineres novos
contribuíram para prolongar esta ruptura e, consequentemente, manter os preços
em um patamar elevado”, complementou.
A movimentação de
14.933.212 toneladas de janeiro a maio no Porto do Rio Grande também é reflexo
da super queda do grão de soja deste ano em comparação com 2021 que registrou
uma variação negativa de 78,79% do grão movimentado. Enquanto, em 2021 foram
movimentadas 4.604.597 toneladas, em 2022 foram 976.664 toneladas. Segundo
Trindade explicou, “no caso específico da queda na movimentação de soja no
Porto do Rio Grande, esta redução tem forte relação com a estiagem no Rio
Grande do Sul ao longo do ano de 2021, o que acarretou uma queda na produção
deste grão no estado”, finalizou.
O destino das
exportações é liderado pela China (20.57%), seguido pela Arábia Saudita
(6.37%), Marrocos (5.91%), Indonésia (5.78%), Vietnã (5.60%) e Portugal
(4.92%). Já as importações são oriundas da Argentina (13.92%), China (8.41%),
Estados Unidos (6.78%), Rússia (6.23%), Marrocos (5.00%) e Peru (4.92%).
Quanto aos
contêineres, foram movimentadas 221.993 unidades, sendo 134.338 cheias e outras
87.655 vazias. A maior movimentação aconteceu no mês de março, quando foram
48.942 unidades contabilizadas. O segundo maior mês foi justamente o de maio,
com 48.100 contêineres movimentados.
Com relação ao Porto
de Pelotas, as movimentações atingiram 528.400 toneladas. O destaque fica por
conta da madeira, que movimentou 366.213 toneladas, enquanto que o clínquer,
material considerado base para a produção do cimento, alcançou 162.187
toneladas. Na variação entre 2021 e 2022, o mês de fevereiro teve elevação de
29.51% nas movimentações.
Já o Porto de Porto
Alegre atingiu no período de janeiro a maio 401.647 toneladas. Os fertilizantes
continuam liderando, com 268.825 toneladas, seguido pelas demais cargas, com
51.698 toneladas, cevada, com 39.499 toneladas, sal, com 23.850 toneladas, e o
trigo, com 17.776 toneladas movimentadas.