quarta-feira, 29 de junho de 2022

Fabricantes de calçados infantis participam de feira na França e nos Estados Unidos

O Brazilian Footwear, programa de apoio às exportações de calçados mantido pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promove a participação de marcas nacionais em duas feiras internacionais para o segmento infantil. A Playtime Paris terá a participação da Tnin Shoes e acontece entre os dias 2 e 4 de julho, enquanto a Playtime Nova Iorque ocorre entre 31 de julho e 2 de agosto com as marcas Mini Melissa, Dalai Kids e Planet Sea.

Com foco no mercado infantil, ambas edições da Playtime abrangem, além do mercado de calçados, os segmentos de confecção e acessórios. A mostra também realiza uma curadoria de seleção dos expositores e compradores, o que garante contatos com alguns dos principais players dos mercados francês e norte-americano. “As exportações brasileiras estão em elevação desde o segundo semestre do ano passado e essas participações em dois dos três principais mercados internacionais para o calçado brasileiro trazem expectativas bastante positivas”, conta a analista de Promoção Comercial da Abicalçados, Paola Pontin. 

As exportações brasileiras para os Estados Unidos, principal destino do calçado brasileiro no exterior, estão em elevação. Entre janeiro e maio, as fábricas brasileiras embarcaram para lá 10 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 146,3 milhões, resultados superiores tanto em volume (+87,2%) quanto em valores (+108,6%) em relação ao mesmo período do ano passado.
Já os embarques para a França, terceiro destino internacional do produto verde-amarelo, importou, entre janeiro e maio, 4 milhões de pares por US$ 29,4 milhões, altas de 31% em volume e de 25,2% em receita em relação aos mesmos cinco meses do ano passado.

Movimentação de trigo cresce e soja apresenta queda em Rio Grande de janeiro a maio

A Portos RS divulgou nesta terça-feira (21) os resultados das movimentações do período de janeiro a maio de 2022. Os dados levam em consideração as operações realizadas nos cais públicos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além dos terminais existentes no complexo portuário de Rio Grande.

Entre os destaques do Porto do Rio Grande nos primeiros cinco meses do ano estão as variações positivas do trigo, com 266.83%, milho, com 88.53%, cloreto de potássio, com 44.26%, e cavaco de madeira, com 40.52%, em relação ao mesmo período do ano passado.

O total das movimentações no porto marítimo do Rio Grande do Sul somaram de janeiro a maio 14.933.212 toneladas. Desse montante, 2.476.034 toneladas foram obtidas com a movimentação de trigo, 518.131 toneladas com o milho, 554.076 com o cloreto de potássio e 631.983 com os cavacos de madeira. Já as movimentações de farelo de soja, soja em grão, arroz, fosfatos, madeira, celulose e demais mercadorias atingiram a marca de 11.271.118 toneladas.

Em relação ao mesmo período do ano de 2020, o Porto do Rio Grande registrou uma pequena queda de 3.79% em sua movimentação total, em que no ano de 2020 foi de 15.552.279 toneladas. Enquanto, em 2022 foi de 14.933.212 toneladas.

De acordo com o coordenador de desenvolvimento empresarial, planejamento portuário e tarifas da Portos RS, Giovani Trindade, “a ruptura da cadeia de suprimentos é o principal fator responsável pela elevação de preços e pela desaceleração da economia em uma escala global, uma vez que a demanda por produtos como carros, petróleo e semicondutores superou a capacidade de oferta”.

Ainda conforme Trindade, a invasão da Ucrânia pela Rússia, que prejudicou as exportações da Ucrânia e colocou a economia da Rússia sob sanções comerciais, tem gerado novos gargalos na cadeia de suprimentos global. “Uma combinação de outros fatores, tal como o aumento do número de casos de Covid-19 na China, o congestionamento portuário na costa oeste dos Estados Unidos e a falta de contêineres novos contribuíram para prolongar esta ruptura e, consequentemente, manter os preços em um patamar elevado”, complementou.

A movimentação de 14.933.212 toneladas de janeiro a maio no Porto do Rio Grande também é reflexo da super queda do grão de soja deste ano em comparação com 2021 que registrou uma variação negativa de 78,79% do grão movimentado. Enquanto, em 2021 foram movimentadas 4.604.597 toneladas, em 2022 foram 976.664 toneladas. Segundo Trindade explicou, “no caso específico da queda na movimentação de soja no Porto do Rio Grande, esta redução tem forte relação com a estiagem no Rio Grande do Sul ao longo do ano de 2021, o que acarretou uma queda na produção deste grão no estado”, finalizou. 

O destino das exportações é liderado pela China (20.57%), seguido pela Arábia Saudita (6.37%), Marrocos (5.91%), Indonésia (5.78%), Vietnã (5.60%) e Portugal (4.92%). Já as importações são oriundas da Argentina (13.92%), China (8.41%), Estados Unidos (6.78%), Rússia (6.23%), Marrocos (5.00%) e Peru (4.92%).

Quanto aos contêineres, foram movimentadas 221.993 unidades, sendo 134.338 cheias e outras 87.655 vazias. A maior movimentação aconteceu no mês de março, quando foram 48.942 unidades contabilizadas. O segundo maior mês foi justamente o de maio, com 48.100 contêineres movimentados.

Com relação ao Porto de Pelotas, as movimentações atingiram 528.400 toneladas. O destaque fica por conta da madeira, que movimentou 366.213 toneladas, enquanto que o clínquer, material considerado base para a produção do cimento, alcançou 162.187 toneladas. Na variação entre 2021 e 2022, o mês de fevereiro teve elevação de 29.51% nas movimentações.

Já o Porto de Porto Alegre atingiu no período de janeiro a maio 401.647 toneladas. Os fertilizantes continuam liderando, com 268.825 toneladas, seguido pelas demais cargas, com 51.698 toneladas, cevada, com 39.499 toneladas, sal, com 23.850 toneladas, e o trigo, com 17.776 toneladas movimentadas.

 

 

 

Antaq participa de fiscalização conjunta de embarcações e instalações portuárias no Amapá

Fiscais da Antaq (Agência Nacional de Transporte Aquaviário) participaram, entre os dias 1º e 9 de junho, da edição 2022 da Operação Agatha Norte, que teve como objetivo coibir práticas ilícitas nos rios da região da capital amapaense, Santana e a fronteira do extremo norte. Foram vistoriadas oito embarcações e oito instalações portuárias. Não foram lavrados autos de infração e nem notificações.  

Integraram a operação, além da Agência, a Polícia Federal, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a Receita Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Ministério da Defesa, o Ministério da Justiça, entre outros órgãos. A Capitania dos Portos do Amapá coordenou os trabalhos.

Durante a operação, foram mobilizadas várias frentes de fiscalização, com embarcações, aviões, helicópteros, veículos e grande contingente de colaboradores, resultando na coibição de diversos ilícitos transfronteiriços. A Antaq participou da operação pelo quarto ano.

 

terça-feira, 28 de junho de 2022

Matson Navigation é o armador norte-americano com a frota de maior valor, aponta a WesselsValue


A VesselsValue divulgou levantamento apontando as empresas de navegação que contam com as frotas mais valiosas nos Estados Unidos. A lista foi liderada pela Matson Navigation, com 15 navios (US$ 2,54 bilhões),seguida por Edison Chouest Offshore 218 navios (US$ 2 bilhões), International Seaways 63 navios (US$ 1,89 bilhão), American Petroleum Tankers, 16 navios (US$ 1,61 bilhão)e MC Seamax Management LLC, 12 navios (US$ 1,52 bilhão).

Já as embarcações de maior valor são o mega navio de cruzeiro “Symphony of the Seas”, de propriedade da Royal Caribbean International, construído por Chantiers de I’Atlantique (França). Tem um volume de 228.081 GT e tem 4,23 anos. Seu valor é de US$ 82.626.000

Também está incluído o navio porta-contêineres Panamax, de 3.720 teus, “Kaimana Hila”, da Matson Navigation, construído pelo Phily Shipyard (EUA) e que tem 3,2 anos. Seu valor chega a US$ 53.710.000.

Os destinos das rotas graneleiras com maior carga movimentada em 2022 são a China com 25 milhões de toneladas (MT), Japão com quase 15 MT e México, com 8 MT.

Os destinos das rotas petroleiras com maior carga mobilizada em 2022 sãoo México com 18 MT, Brasil com 9 MT e Canadá com 8 MT.

Por fim, os destinos das rotas em que os navios porta-contêineres mobilizam mais volume são a China, com mais de 3 milhões de teus, Coréia do Sul com mais de um milhão de teus e Canadá com 1 milhão de teus.

 

Vendas externas do agronegócio têm alta de 14% no valor e queda de 12% no volume em maio

As exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 15,11 bilhões em maio de 2022, com uma alta de 14,2% em relação ao mesmo mês do ano passado. O aumento do valor foi resultado da elevação nos preços médios de exportação dos produtos agropecuários brasileiros. 

De acordo com levantamento elaborado pela Secretaria de Comércio de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, o volume de produtos exportados teve uma queda de 12,6% em maio, na comparação com maio de 2021. A redução de volume exportado pode ser explicada em função, principalmente, da diminuição das exportações de soja em grão, que apresentaram queda de 4,3 milhões de toneladas em maio de 2022 frente a maio de 2021.

A participação relativa do setor nas exportações totais brasileiras alcançou 51% em maio. Nos cinco primeiros meses de 2022, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 63,62 bilhões (+29,0%), valor histórico para o período. O recorde anterior para o período (de janeiro a maio) foi em 2021, quando as exportações registraram US$ 49,33 bilhões.

Os cinco maiores setores exportadores do agronegócio foram: complexo soja (53,9% de participação); carnes (14,8% de participação); produtos florestais (10,4% de participação); complexo sucroalcooleiro (4,4% de participação); e café (4,2% de participação). 

O principal setor exportador do agronegócio brasileiro é o complexo soja, que registrou um valor recorde em maio de 2022, atingindo US$ 8,15 bilhões. O valor foi 6,2% superior na comparação com o exportado em maio de 2021. O principal fator responsável por esse valor recorde foi o aumento dos preços médios de exportação dos produtos do setor, que subiram, em média, 39%.

As exportações de carnes chegaram ao montante recorde de US$ 2,23 bilhões (+34,3%). Esse valor ocorreu em função do incremento das vendas externas de carne bovina e de carne de frango. As vendas externas de carne bovina subiram 49,7% e alcançaram US$ 1,08 bilhão.

O complexo sucroalcooleiro foi o único entre os cinco principais setores exportadores do agronegócio que apresentou redução nas vendas externas. O valor exportado caiu de US$ 848,23 milhões em maio de 2021 para US$ 659,28 milhões em maio de 2022 (-22,3%). A queda ocorre em função, principalmente, da redução do volume exportado de açúcar (-36,4%). 

As importações brasileiras do agronegócio somaram US$ 1,53 bilhão em maio de 2022 (+25,3%). As importações de fertilizantes somaram US$ 3,11 bilhões, com alta de 277,8% em relação a maio de 2021. O volume importado aumentou 56,7%, passando de 2,6 milhões de toneladas para 4,07 milhões de toneladas em 2022. 

O principal fator responsável pelo incremento das importações de fertilizantes foi a elevação do preço médio de aquisição da tonelada, que subiu 141,2%, chegando a US$ 763,9 por tonelada.

Em maio de 2022, os cinco principais países fornecedores de fertilizantes para o Brasil foram: Rússia (US$ 881,10 milhões; 28,4% de participação); Canadá (US$ 373,09 milhões; 12,0% de participação); Marrocos (US$ 3646,60 milhões; 11,7% de participação); Estados Unidos (US$ 152,02 milhões; 4,9% de participação); e Omã (US$ 141,30 milhões; 4,5% de participação).